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Ponte Affonso Penna foi desmontada e remontada 2,5 km abaixo do local original

Por • Publicado em 1 de novembro de 2026 • Atualizado em 1 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
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Estrutura sobre o Rio Paranaíba liga Itumbiara (GO) a Araporã (MG) e foi transferida em 1974 durante obras da Usina Hidrelétrica de Itumbiara

A Ponte Pênsil Affonso Penna, que liga Itumbiara, em Goiás, a Araporã, em Minas Gerais, foi desmontada, transportada em barcaças pelo Rio Paranaíba e remontada cerca de 2,5 quilômetros abaixo do ponto onde havia sido instalada originalmente. A transferência ocorreu em 1974, durante a construção da Usina Hidrelétrica de Itumbiara.

A mudança de local foi realizada para atender à necessidade de ligação entre a vila dos engenheiros, no lado goiano, e a vila operária, em território mineiro. A estrutura metálica, que havia perdido espaço para uma travessia maior, foi desmontada, recuperada e transportada pelo rio até o novo ponto de instalação.

No destino, a ponte recebeu novos pilares, diques e blocos de ancoragem construídos em concreto armado. Os pilares da localização original permaneceram no local e foram incluídos entre os remanescentes considerados na proteção patrimonial discutida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A estrutura foi fabricada na Alemanha e montada no Brasil em 1909. De acordo com informações atribuídas à Universidade Federal de Uberlândia (UFU), as peças foram levadas de navio até o Rio de Janeiro, seguiram por ferrovia e, no trecho final até a região do Rio Paranaíba, foram transportadas em carros de boi.

A ponte também enfrenta problemas de conservação. Em abril, foi totalmente interditada após a identificação de danos que poderiam comprometer a segurança da travessia. Em 23 de abril, a passagem foi parcialmente reaberta para pedestres, ciclistas e motociclistas. Carros e veículos pesados continuaram sendo direcionados à Ponte Ciro de Almeida, na BR-153.

Reconhecida como patrimônio histórico nacional, a Ponte Affonso Penna é alvo de uma ação judicial que cobra sua recuperação. O processo envolve as prefeituras de Itumbiara e Araporã e o Iphan.

Redação

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