Evento foi aberto em Goiânia com participação de representantes do setor e autoridades; dirigentes destacaram mercado imobiliário, mão de obra e mudanças regulatórias
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) abriu, na manhã de terça-feira (27), o Encontro CBIC de Incorporadores e Construtores 2026 – Centro-Oeste, no Centro de Convenções de Goiânia. O evento reuniu representantes do setor produtivo, autoridades e lideranças empresariais para discutir desafios e oportunidades da construção civil e do mercado imobiliário na região.
Durante a abertura, o presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida, afirmou que o encontro busca aproximar o setor da sociedade, compartilhar informações e discutir o desempenho e as necessidades da construção civil. Segundo ele, a atividade está relacionada à construção de moradias, creches, hospitais, centros logísticos e data centers, além da geração de empregos, renda e qualidade de vida.
Aroeira também manifestou preocupação com possíveis impactos do fim da escala 6×1 e com a implementação da reforma tributária. Na avaliação dele, mudanças na jornada de trabalho podem afetar principalmente as regiões mais carentes e dificultar o acesso à moradia de interesse social. Sobre a reforma tributária, o presidente da CBIC destacou a necessidade de segurança jurídica e mencionou alterações previstas para 2027.
A programação de abertura contou com a participação de Cezar Valmor Mortari, vice-presidente Regional Centro-Oeste da CBIC e primeiro vice-presidente do Sinduscon-GO; Felipe Melazzo de Carvalho, presidente da Ademi-GO e vice-presidente da Área Jurídica da CBIC; e Cláudia Lira, vice-prefeita de Goiânia.
Mortari destacou o desempenho do mercado imobiliário goiano e afirmou que o programa Minha Casa, Minha Vida vem ampliando sua participação na região. De acordo com o dirigente, o setor da construção civil em Goiás já alcançou 110 mil trabalhadores. No Brasil, segundo a mesma declaração, são mais de 3 milhões de trabalhadores na atividade.
Ainda segundo Mortari, o Sistema Indústria representa 22% da economia de Goiás. Ele também afirmou que Goiânia é o terceiro maior mercado imobiliário do Brasil e que o estado tem forte vocação industrial.




