Exportações do setor somaram US$ 20,08 bilhões no período, enquanto importações chegaram a US$ 4,47 bilhões, segundo dados atribuídos à Apta
Segundo reportagem publicada no portal Canal Rural, o agronegócio de São Paulo acumulou superávit de US$ 15,61 bilhões entre janeiro e setembro de 2026. A Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, informou que as exportações do setor alcançaram US$ 20,08 bilhões e as importações, US$ 4,47 bilhões.
No período, o agronegócio respondeu por 36,1% das exportações totais do Estado e por 6,4% das importações estaduais, de acordo com os dados atribuídos à Apta.
O complexo sucroalcooleiro liderou as vendas externas, com participação de 25,3% e US$ 5,07 bilhões. Desse montante, 93,2% corresponderam ao açúcar e 6,8% ao etanol. O grupo de carnes ficou na sequência, com 16,7% das exportações e US$ 3,35 bilhões. A carne bovina representou 83,4% das vendas desse grupo.
O complexo soja respondeu por 12,5% das exportações, com US$ 2,50 bilhões. A soja em grãos representou 80,7% desse valor, enquanto o farelo correspondeu a 13,5%. Os produtos florestais tiveram participação de 12,2% e movimentaram US$ 2,45 bilhões, com destaque para a celulose, responsável por 61,4%, e o papel, por 31,7%.
Os sucos somaram US$ 1,42 bilhão, ou 7,1% das exportações do setor. O suco de laranja concentrou 96% desse total. Juntos, os cinco grupos — sucroalcooleiro, carnes, soja, produtos florestais e sucos — reuniram 73,8% das exportações do agronegócio paulista. O café apareceu na sexta posição, com participação de 5,6% e US$ 1,13 bilhão.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, os valores exportados de soja cresceram 19,5%; os de carnes, 6,7%; e os de produtos florestais, 11,0%. Houve recuo nas exportações de sucos, de 37,7%; do complexo sucroalcooleiro, de 21,5%; e do café, de 16,5%.
A China foi o principal destino do agronegócio paulista, com 24,9% de participação. Segundo a Apta, o país comprou principalmente produtos dos complexos soja e carnes, além de itens florestais e sucroalcooleiros. União Europeia e Estados Unidos vieram em seguida, com 14,0% e 10,4%, respectivamente.
No mercado de carnes, a Apta destacou a redução dos embarques de carne bovina para a China. Entre janeiro e setembro, o volume enviado ao país asiático caiu 28,4% em relação ao mesmo período de 2025. No terceiro trimestre, a redução foi de 77,8%.
Ainda segundo a Apta, a cota anual chinesa de importação para a carne bovina brasileira, de 1,10 milhão de toneladas em 2026, foi atingida em 29 de setembro. A partir desse limite, os embarques passaram a pagar tarifa adicional de 55%, além da alíquota regular.
A redução das compras chinesas foi parcialmente compensada por outros mercados, conforme os dados apresentados. Os Estados Unidos ampliaram em 44% o volume de carne bovina adquirida de São Paulo entre janeiro e setembro de 2026, para 71,7 mil toneladas. A Rússia aumentou as compras em 146%, para 16 mil toneladas.




