Moeda chegou a R$ 5,0112, após recuo de 4,43% na semana anterior; mercado também revisou projeções de inflação e Selic
Segundo reportagem publicada no portal Canal Rural, o dólar subia 0,52% no mercado à vista na terça-feira (13) e era cotado a R$ 5,0112, de volta ao patamar de R$ 5,00 após a queda registrada na semana anterior. Os juros futuros também avançavam, em uma sessão marcada pelo acompanhamento de pesquisas para o segundo turno da eleição presidencial e por revisões nas projeções do Boletim Focus.
A alta da moeda foi descrita como um ajuste técnico depois do recuo de 4,43% do dólar frente ao real na semana anterior. O movimento ocorreu enquanto investidores analisavam novos levantamentos eleitorais. A dinâmica dos ativos brasileiros também foi influenciada, segundo o material, por fatores externos, como a queda do petróleo, dos rendimentos dos Treasuries e do dólar ante moedas fortes e algumas divisas emergentes ligadas a commodities.
Levantamento PoderData/AYA apontou Flávio Bolsonaro (PL) com 51% dos votos válidos e Lula (PT) com 49%. O resultado foi classificado pela pesquisa como empate técnico, dentro da margem de erro de 1,8 ponto porcentual. A diferença entre os candidatos caiu de 6 para 2 pontos em relação à rodada anterior, realizada em 8 de outubro. A pesquisa ouviu 3 mil eleitores por telefone entre 10 e 12 de outubro.
Já a pesquisa BTG/Nexus registrou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto e Lula com 45%, também em empate técnico. A fonte não apresenta, no trecho disponibilizado, a metodologia ou a margem de erro desse levantamento.
No Boletim Focus, a projeção do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,01% para 5,22%. Para 2027, a estimativa permaneceu em 4,30%. A previsão de inflação acumulada nos 12 meses seguintes caiu de 4,59% para 4,48%.
A mediana projetada para a taxa Selic no fim de 2026 recuou de 13,50% para 13,25%.
No exterior, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduziu em 200 mil barris por dia sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026, para 200 mil barris por dia. O consumo total foi estimado em 105,72 milhões de barris por dia. A entidade manteve a previsão de crescimento da oferta de petróleo fora da Opep+ em 600 mil barris por dia em 2026 e 2027, com Brasil, Estados Unidos, Canadá e Argentina entre os principais contribuintes.
A agenda internacional também incluiu a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 por JPMorgan Chase, Goldman Sachs e Wells Fargo, conforme o conteúdo publicado. Na abertura dos negócios, o mercado doméstico combinava alta do dólar e dos juros futuros, com atenção às projeções do Focus, ao cenário eleitoral e aos sinais externos.




