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Justiça determina soltura de empresário preso após denúncias de clientes em Anápolis

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Portal 6

Wilson Breno Silva Alves, de 33 anos, é proprietário da Euro Car; negociações de veículos continuam sob investigação

A Justiça determinou, no sábado (17), a soltura de Wilson Breno Silva Alves, de 33 anos, proprietário da Euro Car, em Anápolis. Ele havia sido preso no contexto de apurações sobre denúncias de clientes relacionadas à compra e à venda de veículos.

A decisão foi tomada após audiência de custódia e determinou o relaxamento da prisão em flagrante, com expedição imediata do alvará de soltura, desde que não houvesse outro motivo para manter o empresário preso. A decisão foi assinada pela juíza Bruna de Oliveira Farias.

Durante a audiência, o Ministério Público de Goiás (MPGO) se manifestou a favor do relaxamento da prisão, com aplicação de medidas cautelares. A defesa, representada pelo advogado Eduardo Silva Alves, também pediu a soltura.

Ao analisar os documentos, a magistrada considerou que as negociações relatadas haviam ocorrido dias ou semanas antes da condução do empresário à delegacia. Por esse motivo, entendeu que não estava caracterizada uma situação de flagrante. Naquele momento, não foram impostas medidas cautelares, sob o argumento de que não havia elementos suficientes. A decisão poderá ser reavaliada conforme o avanço das apurações.

As denúncias envolvem compradores que afirmam ter permanecido com financiamentos ativos sem receber os veículos. Também há proprietários que relatam não ter recebido o restante dos pagamentos por carros negociados pela loja.

Em depoimento à Polícia Civil, acompanhado de advogado, Wilson Breno Silva Alves reconheceu atrasos nos repasses. Segundo o relato atribuído a ele, as negociações estavam documentadas em contratos e os pagamentos eram feitos parcialmente quando a empresa não dispunha do valor integral.

O caso permanece em investigação. A juíza determinou o envio de cópia integral do procedimento ao MPGO e o aguardo da chegada do inquérito policial.

Redação

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