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Nunes Marques convoca campanhas de Lula e Flávio para discutir grupos de WhatsApp

Por • Publicado em 13 de outubro de 2026 • Atualizado em 13 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa contextual gerada pelo Jornal Ponto Crítico; não documenta um evento específico. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Reunião no TSE está marcada para terça-feira, dia 13, às 15h30, em meio a decisões judiciais sobre os grupos “Exército do Lula” e “Tropa do Flávio”

Segundo reportagem publicada no portal Jornal Opção, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, convocou representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para discutir a conduta das candidaturas no segundo turno. O encontro está previsto para terça-feira, dia 13, às 15h30, entre o ministro e os coordenadores de campanha.

A reunião ocorre em meio a uma disputa de liminares na Justiça Eleitoral envolvendo grupos de WhatsApp ligados às duas campanhas. O grupo “Exército do Lula”, que reúne 3,8 milhões de membros, foi suspenso por decisão judicial e restabelecido pouco tempo depois. A decisão definitiva deverá ser tomada pelo plenário do TSE, que poderá analisar o pedido da campanha de Lula para manter o grupo e o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro para derrubá-lo.

Também está em discussão o grupo “Tropa do Flávio”, que reúne 1,4 milhão de membros. Segundo atribuição feita pelo Jornal Opção à Folha de S.Paulo, o grupo teria divulgado notícias falsas, incluindo um vídeo de uma mulher supostamente usando drogas durante uma manifestação de Lula. A publicação afirma que as imagens foram gravadas em um show na Argentina, em junho, e já haviam circulado fora de contexto em países da América Latina, entre eles Argentina e Chile. O conteúdo também foi divulgado por Pablo Marçal, anunciado como reforço da campanha do PL à Presidência da República.

Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo é uma ferramenta de comunicação cadastrada no TSE e que sua utilização segue a legislação eleitoral e as regras aplicáveis às plataformas digitais. A campanha declarou ainda que, ao contrário do PT, o grupo não propagaria notícias falsas. Sobre o vídeo associado à manifestação, não houve manifestação da campanha, segundo o material publicado.

Parlamentares que divulgaram o conteúdo disseram que o utilizaram como metáfora e que não afirmaram que as imagens haviam sido gravadas na Avenida Paulista.

No domingo, dia 11, Nunes Marques havia determinado a suspensão do grupo “Exército do Lula” a pedido de Flávio Bolsonaro, sob a alegação de que o espaço divulgava desinformação. Segundo o Jornal Opção, a equipe técnica do TSE não encontrou notícias falsas nas publicações analisadas. Com base nisso, o corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas, suspendeu a decisão do presidente da Corte e proibiu a disseminação de documentos falsos já examinados pelo tribunal.

Flávio Bolsonaro afirmou, em nota, que o grupo promove o apagamento sistemático de mensagens e utiliza links para burlar a Justiça. Já o presidente Lula declarou que a Justiça Eleitoral não pode ter preferência política e criticou decisões que, segundo ele, prejudicam sua candidatura. Lula afirmou que haveria ministros extrapolando em decisões contra sua campanha.

Redação

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