Oferta restrita e escalas de abate entre cinco e seis dias úteis sustentam as cotações; exportações ainda têm recuperação lenta
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e altas pontuais, embora o movimento de valorização tenha perdido força nas principais regiões produtoras. A oferta restrita e as escalas de abate entre cinco e seis dias úteis mantiveram os frigoríficos ativos, mas as negociações ficaram mais seletivas.
A avaliação atribuída ao analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias é de que a oferta disponível continua limitada, enquanto o mercado demonstra maior resistência aos patamares mais elevados. As exportações permanecem em ritmo lento, e a retomada das vendas para a China ocorre gradualmente, sem impacto expressivo sobre os embarques.
Em São Paulo, a arroba do boi gordo foi cotada, em média, a R$ 394,08, na modalidade a prazo. Em Goiás, a referência ficou em R$ 380,39. Em Minas Gerais, o preço médio chegou a R$ 385,53. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada a R$ 383,18, enquanto no Mato Grosso ficou em R$ 370,07.
No mercado atacadista de carne bovina, o quarto traseiro teve valorização em São Paulo, favorecido pela entrada dos salários na economia e pela melhora na reposição entre atacado e varejo. O corte avançou R$ 0,50 e passou a ser negociado a R$ 30,00 por quilo. O quarto dianteiro permaneceu em R$ 22,50 por quilo, e a ponta de agulha, em R$ 21,00.
No Rio Grande do Sul, as referências para quarto traseiro, quarto dianteiro e ponta de agulha ficaram, respectivamente, em R$ 32,00, R$ 22,50 e R$ 23,00 por quilo.
Segundo Iglesias, a melhora do consumo pode sustentar o mercado durante a primeira quinzena do mês. A competitividade das carnes de frango e suína, porém, continua limitando reajustes mais expressivos.




