Economia

Romário Policarpo critica fim das bets e prevê impacto nas receitas do Vila Nova

Por • Publicado em 26 de setembro de 2026 • Atualizado em 26 de setembro de 2026 • 2 min de leitura
Diário de Goiás

Vice-presidente do clube afirma que será necessário buscar alternativas para manter compromissos financeiros e questiona a forma como a medida foi implementada

O vice-presidente do Vila Nova, Romário Policarpo, criticou a medida provisória editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que encerra a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa no Brasil. Segundo o dirigente, a decisão afetará contratos de patrocínio e outras receitas ligadas ao futebol.

A medida alcança as apostas esportivas e os jogos on-line. Ela entra em vigor com a publicação, mas ainda precisa passar pelo Congresso Nacional.

O Vila Nova conta com uma casa de apostas como patrocinadora master. Romário Policarpo afirmou que o clube terá de buscar alternativas para manter os compromissos financeiros e disse que não pretende alterar os valores da instituição apesar do fim do contrato de patrocínio.

“É pagar conta, né? A gente tem conta para pagar, temos contratos em vigência e não vamos mudar os nossos valores, mesmo com o fim do patrocínio master que a gente tem. Temos que lembrar que esse problema não afeta só o patrocínio master. Ele afeta a competição como um todo, porque temos receitas de publicidade, das placas dos jogos, que também são pagas por essas empresas. A gente vai ter que se reinventar”, afirmou o dirigente em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Romário classificou a iniciativa como uma “medida eleitoreira”, embora tenha reconhecido os problemas sociais associados às apostas. Na avaliação dele, a publicidade poderia ser proibida como alternativa, em vez da interrupção total das atividades das bets.

O dirigente também criticou a ausência de um período maior de adaptação para clubes e outras organizações com contratos no setor. “No Brasil, é feito sem planejamento e quem paga o pato é quem é correto, aqueles que pagam suas contas em dia. Não se discute emprego, não se discute absolutamente nada. Também entendo que era necessário estancar essa hemorragia que estava tendo no Brasil, mas era necessário estancar com responsabilidade, não da forma que foi feita”, declarou.

Redação

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