Economia

Lundin Mining aprova US$ 110 milhões para ampliar produção de cobre em Goiás

Por • Publicado em 31 de outubro de 2026 • Atualizado em 31 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Portal 6

Projeto Saúva, em Alto Horizonte, prevê nova frente de mineração e aumento de 30% na produção anual de cobre a partir de 2029, mas ainda depende de licenciamento ambiental

A Lundin Mining aprovou investimento de US$ 110 milhões, cerca de R$ 590 milhões, para ampliar a produção de cobre e ouro na região da Mina Chapada, em Alto Horizonte, no norte de Goiás. Segundo a empresa, o Projeto Saúva pode elevar em 30% a produção anual de cobre a partir de 2029.

O Projeto Saúva consiste no desenvolvimento de um novo depósito mineral localizado a aproximadamente 15 quilômetros da estrutura de beneficiamento da Mina Chapada. A iniciativa prevê a abertura de uma nova frente de mineração e a modernização do processamento do minério, com previsão de início da operação no primeiro semestre de 2029.

De acordo com as estimativas da empresa, o projeto poderá acrescentar 15 mil toneladas de cobre por ano à produção atual. Com isso, o volume anual poderá passar de 45 mil para 60 mil toneladas. A produção de ouro também poderá aumentar, de cerca de 60 mil para 100 mil onças anuais, com acréscimo estimado em aproximadamente 45 mil onças por ano.

A concentração média de cobre nas amostras do depósito Saúva foi estimada pela empresa em 0,40%. O minério atualmente extraído na Mina Chapada apresenta concentração entre 0,25% e 0,26%, segundo as informações divulgadas.

Do investimento total aprovado, aproximadamente US$ 40 milhões serão destinados ao desenvolvimento do novo depósito. Outros US$ 60 milhões a US$ 65 milhões serão aplicados na instalação de um segundo moinho de bolas na estrutura de beneficiamento da mina.

O equipamento deverá reduzir o tamanho das partículas processadas de aproximadamente 300 para 150 micras. Segundo a empresa, a alteração tem como objetivo melhorar a recuperação de cobre e ouro durante o beneficiamento e aproveitar a concentração mineral estimada no Projeto Saúva.

A implantação do novo depósito ainda depende do licenciamento ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Goiás (Semad). O Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) já foram protocolados.

A expansão ocorre enquanto a operação atual da Mina Chapada é alvo de procedimentos do Ministério Público Federal relacionados a denúncias de impactos ambientais. Em setembro de 2026, o órgão ajuizou uma ação contra a mineradora e a Agência Nacional de Mineração para cobrar medidas de contenção de resíduos e melhorias na drenagem de estruturas da mina.

As investigações permanecem em andamento e, conforme as informações divulgadas, não representam condenação definitiva da empresa.

Redação

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