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Alopecia areata pode causar queda de cabelo em episódios, explica dermatologista

Por • Publicado em 28 de setembro de 2026 • Atualizado em 28 de setembro de 2026 • 2 min de leitura
Estetoscopio sobre tecido verde; imagem ilustrativa de saude
Imagem ilustrativa: estetoscopio. Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/User:Hospital">Hospital</a> / <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:My_Stethoscope.JPG">Wikimedia Commons</a>, <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/">CC BY-SA 3.0</a>. Original sem alteracao; tamanhos derivados podem ter redimensionamento ou recorte, sob a mesma licenca. Crédito: Hospital / Wikimedia Commons - CC BY-SA 3.0

Doença autoimune pode atingir couro cabeludo, barba, cílios e sobrancelhas; Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que ela afete 2% da população mundial

A alopecia areata é uma doença autoimune que provoca episódios de queda de cabelo e pode se manifestar em qualquer etapa da vida. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a condição acomete cerca de 2% da população mundial.

A dermatologista Enilde Borges Costa explica que a doença ocorre quando o próprio organismo ataca o folículo piloso, impedindo a formação de um fio saudável que permaneça no local. Os episódios podem ser cíclicos, com crescimento do cabelo na área afetada seguido por uma nova queda.

A alopecia areata pode se manifestar de três formas: em pequenas áreas do couro cabeludo; como alopecia areata total, quando há perda de todo o cabelo da cabeça; e como alopecia areata universal, quando a pessoa perde todos os pelos do corpo.

De acordo com a dermatologista, o diagnóstico é feito no consultório, por meio do exame clínico das áreas sem pelos. Até o momento, não há exame laboratorial ou de imagem que auxilie na identificação da doença. Como a alopecia areata não provoca lesões, cicatrizes ou feridas no couro cabeludo, o principal sinal é a ausência de cabelo em determinada região.

A avaliação também pode considerar a facilidade com que uma pequena mecha se solta, além da perda de pelos na barba, nos cílios e nas sobrancelhas, segundo Enilde.

A médica afirma que a doença tem relação com fatores emocionais, mas também apresenta componente genético. Infecções, outras doenças autoimunes e situações intensas de estresse podem atuar como fatores desencadeantes. Enilde ressalta que a alopecia areata não é, pelo conceito geral, uma doença psicossomática e alerta que atribuir a condição exclusivamente a questões emocionais pode provocar sentimento de culpa nos pacientes.

A revisora de livros Beatriz Santos convive com a alopecia desde 2008 e mantém o perfil @debemcomaalopecia no Instagram.

Redação

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