Intervenção do artista visual Glauco Gonçalves propõe reflexão sobre o acidente de 1987 e destaca a atuação de Maria Gabriela
Réplicas da cadeira utilizada na Vigilância Sanitária quando o material radioativo foi levado para análise, em setembro de 1987, foram instaladas em quatro locais de Goiânia. A intervenção é do artista visual e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) Glauco Gonçalves.
A iniciativa busca provocar uma reflexão sobre a forma como a história do Césio-137 é contada e propor o reconhecimento de Maria Gabriela, apontada por Glauco Gonçalves como a mulher que identificou o problema e atuou para iniciar a resolução da crise.
Segundo o artista, a proposta pretende ressignificar a narrativa sobre o episódio e destacar o dia 28 de setembro como uma data relacionada ao momento em que a situação começou a ser solucionada. Ele defende que essa abordagem dê maior destaque à atuação de Maria Gabriela, que, segundo sua avaliação, não recebeu homenagens e agradecimentos suficientes da sociedade e do poder público estadual e municipal.
A intervenção também questiona a centralidade do dia 13 de setembro, associado à localização da peça pelos catadores. Para Glauco, o problema teve início antes, com o abandono da peça de radiologia pelos responsáveis pela clínica.
O projeto consiste na recriação e instalação das cadeiras em pontos de Goiânia. Glauco Gonçalves é professor do programa de pós-graduação Projeto Cidade, da Faculdade de Artes Visuais, e atua no ensino da Educação Básica da UFG. De acordo com as informações divulgadas, ele trabalha há dez anos com diferentes frentes das artes visuais na capital, especialmente intervenções urbanas e projetos relacionados ao espaço urbano.




