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Agricultora transforma conhecimento sobre plantas do Cerrado em produtos e renda no Distrito Federal

Por • Publicado em 2 de outubro de 2026 • Atualizado em 2 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Agência Sebrae

Josefa Francisca Ataide criou o empreendimento Chá da Terra com a família e passou a produzir chás, xaropes, pomadas e sabonetes

A agricultora e raizeira Josefa Francisca Ataide transformou conhecimentos sobre plantas medicinais aprendidos com mulheres da família em um empreendimento de agricultura familiar no Distrito Federal. No Chá da Terra, ela participa do cultivo, beneficiamento e produção de itens naturais ao lado do marido e da filha.

Segundo informações divulgadas pelo Sebrae, Josefa aprendeu com a mãe, as tias e outras mulheres mais velhas da família sobre o uso de plantas que cresciam ao redor de casa. Na vida adulta, esse conhecimento foi combinado com técnicas de beneficiamento, preparação e cuidados relacionados à toxicidade das plantas.

A união entre o conhecimento familiar e a formação técnica deu origem ao Chá da Terra. A família produz chás, xaropes, pomadas, sabonetes e outros produtos naturais, desde o plantio até o beneficiamento.

Josefa afirma que, antes do empreendimento, cuidava do quintal, cultivava alimentos e plantas medicinais e contribuía para a alimentação e a saúde da família, enquanto o marido, Antônio, assumia as despesas da casa. Segundo ela, esse trabalho muitas vezes não era reconhecido como atividade econômica.

Com a criação do negócio, a família passou a obter renda e reconhecimento pelo trabalho. A agricultora também relata que encontrou dificuldades relacionadas à infraestrutura, ao acesso, à divulgação e à comercialização dos produtos.

De acordo com as informações divulgadas, o Sebrae apoiou a empreendedora em temas como gestão financeira, formação de preços, identidade visual, embalagens e acesso a mercados. Josefa também participou de capacitações, feiras e outras atividades voltadas ao empreendedorismo.

A produção inclui medidas para reduzir a retirada de espécies da vegetação nativa. A família prioriza o cultivo das plantas utilizadas nos produtos e coleta sementes de barbatimão, alecrim-do-campo, pacari e assa-peixe para reproduzi-las no próprio quintal. Parte das mudas é destinada à recuperação de áreas degradadas.

Josefa também realiza oficinas, cursos e ações comunitárias para compartilhar os conhecimentos relacionados às plantas e ao preparo dos produtos, segundo o material divulgado.

Redação

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