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Uso de fertilizantes na produção de cebola cai 40% em Santa Catarina, aponta Epagri

Por • Publicado em 1 de novembro de 2026 • Atualizado em 1 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Relatório da empresa estima redução de 10% no custo médio de produção e benefícios econômicos de R$ 62,47 milhões em 20 anos

A adoção de recomendações para o uso de nitrogênio, fósforo e potássio (NPK) reduziu em 40% o uso de fertilizantes na produção de cebola em Santa Catarina ao longo de 20 anos, segundo relatório de avaliação de impactos da Epagri. A empresa também aponta queda de 10% no custo médio de produção e redução de 21,4% nas perdas pós-colheita.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) identificou, há 20 anos, o uso excessivo de fertilizantes por produtores de cebola no estado. De acordo com a empresa, a prática estava relacionada à concorrência com a produção argentina no início dos anos 2000 e prejudicava a qualidade da cebola, além de aumentar as perdas após a colheita.

Pesquisadores elaboraram recomendações para definir as doses e o momento de aplicação de nitrogênio, fósforo e potássio. A orientação prevê a adubação de forma parcelada, considerando as curvas de crescimento e de absorção de nutrientes dos principais cultivares.

Segundo Claudinei Kurtz, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga (EEItu), quase 90% dos produtores seguem atualmente as recomendações. A divulgação das orientações ocorre há 10 anos por meio de materiais informativos, eventos e visitas de extensionistas a propriedades rurais.

Os dados constam do Relatório de avaliação dos impactos das tecnologias/ações geradas pela Epagri de 2025. Conforme o documento, a redução no uso de fertilizantes contribuiu para diminuir o custo médio de produção da cebola no estado em 10%. As perdas no período pós-colheita recuaram 21,4%.

A Epagri calcula que os benefícios econômicos decorrentes da adoção da tecnologia chegaram a R$ 62,47 milhões em todo o estado. O valor, segundo a empresa, considera a redução de custos, o aumento da produtividade e a diminuição das perdas pós-colheita, conforme o Balanço Social 2025.

A empresa também cita o produtor Vanderlei Schmitt, de Aurora, que cultiva cebola em quatro hectares e passou a seguir as recomendações de adubação em 2021, após assistir a uma palestra de Kurtz. Na safra seguinte, o irmão dele, Leandro Schmitt, também adotou o manejo recomendado de NPK. O relato atribui à mudança uma melhora na resistência das plantas e na conservação da qualidade da cebola armazenada.

Redação

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