Levantamento do Sebrae ouviu 14 mil pequenos negócios em todo o país; Ceará teve o maior percentual entre os estados destacados
Pesquisa realizada pelo Sebrae mostra que 75% dos microempreendedores individuais (MEI) disseram ter aumentado as vendas após a formalização. O percentual é o maior da série histórica apresentada no levantamento, acima dos índices registrados em 2019, 2022 e 2024.
De acordo com a pesquisa Perfil do MEI e da MPE, 71% dos MEI tinham essa percepção em 2019, 69% em 2022 e 74% em 2024. O levantamento ouviu 14 mil pequenos negócios em todo o país.
Entre os estados destacados, o maior percentual foi registrado no Ceará, onde 81% dos MEI afirmaram que a formalização ajudou a aumentar as vendas. Os índices foram de 80% em Mato Grosso, 80% no Piauí e 79% no Distrito Federal.
Os principais motivos citados pelos MEI para a formalização foram a emissão de nota fiscal, mencionada por 32% dos entrevistados; o acesso a benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por 27%; e a intenção de evitar problemas com a fiscalização, por 17%.
O levantamento também apontou que, entre as micro e pequenas empresas, 75% dos empresários disseram que a abertura da empresa representou aumento de renda. Os maiores percentuais para essa resposta foram identificados no Amazonas e no Piauí, ambos com 82%, e em Mato Grosso do Sul, com 81%.
Nesse grupo, os principais motivos para abrir uma empresa foram o desejo de ter um negócio formal, citado por 29,5%; a possibilidade de emitir nota fiscal, por 14%; e a intenção de ser dono do próprio negócio, por 11,7%.
Antes de se registrarem como MEI, 57% dos entrevistados trabalhavam com carteira assinada, 11% atuavam como empreendedores informais e 9% eram empregados sem carteira. Mais de 68% dos MEI afirmaram que não aceitariam fechar a empresa para trabalhar como funcionários na mesma área, recebendo o mesmo valor que faturam como empreendedores.
A preferência pela permanência no empreendedorismo foi de 18% entre os MEI que abriram uma empresa por oportunidade, no grupo que aceitaria voltar a ser funcionário. Entre aqueles que empreenderam por necessidade, 43% aceitariam fechar a empresa para retornar ao trabalho assalariado.
Segundo Délcio Lima, presidente do Sebrae, a formalização pode ampliar a renda em até 25% e permite acesso a crédito, participação em licitações e vendas para mais empresas. O levantamento também relaciona a formalização a oportunidades em compras públicas.
A pesquisa ainda cita dados de outro estudo do Sebrae, intitulado Empreendedorismo Informal Sob a Ótica da PNAD Contínua, segundo o qual o rendimento de empreendedores com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) chega a ser quase três vezes maior que o de trabalhadores informais.




