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Brasil abre Pavilhão Brasil na Sial Paris 2026 com participação de 156 empresas

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Iniciativa reúne companhias nacionais em oito pavilhões e prevê recursos de cerca de R$ 28 milhões para promover produtos e ampliar mercados internacionais

O Salão Internacional da Alimentação (Sial) Paris 2026 teve a abertura oficial do Pavilhão Brasil neste sábado (17), na França. A iniciativa reúne 156 empresas brasileiras, distribuídas em oito pavilhões, e conta com recursos de cerca de R$ 28 milhões.

A participação brasileira na feira tem como objetivo fortalecer a competitividade dos produtos nacionais no exterior e criar oportunidades em novos mercados internacionais.

Entre as empresas participantes, 25 são do setor de carnes, segundo Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A entidade e a ApexBrasil destinaram conjuntamente R$ 7 milhões para promover a carne bovina brasileira durante o evento.

Perosa afirmou que a participação também está relacionada às negociações para a retomada das exportações ao mercado europeu, que, segundo ele, está sujeito a restrições. De acordo com o presidente da Abiec, há diálogo entre os governos brasileiro e europeu e reuniões entre representantes privados para buscar uma solução e restabelecer o fluxo comercial.

O dirigente também destacou a importância da feira para o contato com compradores internacionais, especialmente chineses, em razão da abertura de um novo período de vendas para o mercado asiático. Segundo Perosa, a Europa recebe 5% do que o Brasil produz em carne bovina, mas continua sendo um mercado relevante para a formação de preços e para a percepção internacional do setor.

Para o presidente da Abiec, a participação do setor privado na feira busca ampliar as oportunidades de exportação e contribuir para a geração de renda no interior do país, onde estão instalados os frigoríficos.

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, também defendeu a presença brasileira em feiras internacionais. Ele apontou a qualidade dos produtos nacionais, os padrões sanitários e a sustentabilidade como diferenciais competitivos para a promoção no exterior.

Redação

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