Acordo com o CNPG prevê orientação, encaminhamento à rede de proteção e divulgação do Ligue 180 em canais do banco
Mulheres que procurarem ajuda em agências do Banco do Brasil por estarem em situação de violência poderão ser acolhidas por funcionários capacitados e receber orientações. A medida integra um acordo de cooperação técnica firmado entre o banco e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG).
O acordo prevê ações conjuntas de prevenção, acolhimento, encaminhamento de vítimas e conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio. Entre as prioridades está a divulgação do Ligue 180, canal oficial de atendimento à mulher, além de orientações para acesso à rede pública de proteção.
A parceria terá duração de quatro anos e poderá receber a adesão de Ministérios Públicos dos estados, do Distrito Federal e da União. Até o momento, participam da iniciativa os Ministérios Públicos de Minas Gerais, São Paulo, Maranhão e Rio Grande do Sul.
De acordo com a proposta, os funcionários do Banco do Brasil serão preparados para reconhecer situações de violência e oferecer apoio de forma humanizada e segura. Quando uma mulher procurar ajuda em uma agência por estar em situação de risco, os profissionais poderão acolhê-la, fornecer orientações e, conforme o caso, acionar serviços de emergência ou encaminhá-la à rede de proteção, respeitando os protocolos de segurança e os limites de atuação da instituição.
O acordo também prevê medidas para evitar que o atendimento exponha a vítima a novos riscos e para facilitar o acesso a informações e serviços especializados. Além do atendimento presencial, o banco deverá promover ações de comunicação institucional e campanhas educativas.
Informações sobre o Ligue 180 e outros canais oficiais de denúncia e proteção deverão ser divulgadas nos aplicativos e em outros meios próprios da instituição, incluindo as telas dos terminais de autoatendimento.
As ações foram organizadas em quatro eixos: acolhimento e encaminhamento; capacitação institucional; apoio às autoridades, dentro dos limites legais; e campanhas educativas. A cooperação também prevê a produção de conteúdos para preparar os profissionais a identificar, prevenir e enfrentar a violência de gênero e o feminicídio.




