Plano prevê aporte de até R$ 50 milhões e envolve Itaú, Akron Capital e Vega; rede tem cerca de 900 franquias no Brasil
A Chilli Beans apresentou um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 340 milhões em dívidas. O plano prevê a entrada de até R$ 50 milhões para reorganizar as finanças da empresa, que possui cerca de 900 franquias no Brasil.
O pedido foi apresentado na sexta-feira (30). A recuperação extrajudicial permite que a empresa negocie diretamente com credores alterações nos prazos e nas condições de pagamento. O acordo pode ser submetido à homologação judicial.
A operação envolve o Itaú, a consultoria Akron Capital e a gestora Vega, responsáveis por coordenar o financiamento da reestruturação. Diferentemente da recuperação judicial, o procedimento extrajudicial tem participação mais limitada da Justiça durante a negociação com os credores.
Fundada pelo empresário Caito Maia, a Chilli Beans não informou quais fatores específicos levaram ao acúmulo das dívidas. Em comunicado, Maia mencionou dificuldades enfrentadas pelo varejo brasileiro. Segundo informações divulgadas à imprensa, a taxa básica de juros estava em 13,75% ao ano, enquanto o custo mais elevado dos financiamentos limitava o crédito e o poder de compra dos consumidores.
A renegociação, segundo Felipe Casotti, sócio da Akron Capital, busca permitir a reorganização da estrutura financeira da empresa, a preservação do relacionamento com franqueados e fornecedores e a retomada do crescimento.
A Chilli Beans está presente em mais de 14 países e continuou abrindo unidades durante o período mencionado. Em outubro, foram inaugurados nove pontos de venda no Brasil e outros quatro na América Latina.
O cenário ocorre em meio a dificuldades financeiras de outras redes varejistas. A Ri Happy, do setor de brinquedos, também recorreu à recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. O pedido foi aceito pela Justiça de São Paulo em 23 de outubro.
De acordo com levantamento da consultoria RGF, o Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial.




