Calendário divulgado pelo sindicato prevê fechamento dominical antes e depois do período de verão, mas a Fecomércio-ES diz que as negociações ainda não foram concluídas
Supermercados, hipermercados, atacarejos e outros estabelecimentos abrangidos pela convenção coletiva poderão funcionar aos domingos no Espírito Santo entre 20 de dezembro de 2026 e 7 de fevereiro de 2027, de acordo com calendário divulgado pelo Sindicato dos Empregados no Comércio do Espírito Santo (Sindicomerciários-ES). A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), porém, informou que as negociações ainda não estavam oficialmente concluídas.
O calendário apresentado pelo Sindicomerciários-ES prevê a continuidade do fechamento aos domingos de 1º de novembro a 19 de dezembro de 2026. A possibilidade de abertura temporária começaria em 20 de dezembro e terminaria em 7 de fevereiro de 2027. A partir de 8 de fevereiro de 2027, o fechamento dominical voltaria a ser aplicado, conforme o entendimento divulgado pelo sindicato.
Segundo informações da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), a restrição alcança mais de 1,5 mil estabelecimentos distribuídos pelos 78 municípios do Espírito Santo. Além dos supermercados tradicionais, estão incluídos hipermercados, atacarejos, atacadistas de alimentos e outros estabelecimentos abrangidos pelas regras da convenção coletiva.
O fechamento aos domingos começou em 1º de março de 2026, após representantes de empresários e trabalhadores estabelecerem um período experimental de oito meses. A autorização temporária para o funcionamento dominical foi associada, pelo sindicato, ao aumento da movimentação comercial durante as festas de fim de ano e as férias de verão, especialmente em cidades turísticas do estado.
O presidente do Sindicomerciários-ES, Rodrigo Rocha, defendeu a manutenção do descanso aos domingos como medida relacionada à qualidade de vida dos trabalhadores. As negociações também incluem reivindicações sobre reajustes salariais e ampliação do tíquete-alimentação.
A Fecomércio-ES informou que o calendário ainda dependia de confirmação entre as entidades envolvidas. O setor empresarial também discutia os efeitos da restrição sobre o funcionamento das lojas, os custos operacionais e a movimentação de consumidores. A medida se aplica aos estabelecimentos submetidos às regras coletivas do Espírito Santo e não constitui uma regra nacional.




