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Milho inicia novembro em alta e volta a superar US$ 4,50 em Chicago

Por • Publicado em 2 de novembro de 2026 • Atualizado em 2 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Notícias Agrícolas

Contrato dezembro/26 avançava 3,00 cents na manhã de segunda-feira, após queda de 10,58% em outubro

Segundo reportagem publicada no portal Notícias Agrícolas, os preços futuros do milho subiam na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (2), com o contrato dezembro/26 negociado a US$ 4,5075 por bushel por volta das 9h05, no horário de Brasília. A alta recupera parte das perdas acumuladas em outubro, quando o contrato caiu 10,58%.

O contrato dezembro/26 avançava 3,00 cents em relação ao fechamento anterior. O março/27 era negociado a US$ 4,6425 por bushel, com alta de 3,25 cents, enquanto o maio/27 subia os mesmos 3,25 cents, para US$ 4,7225. O julho/27 ganhava 2,75 cents e alcançava US$ 4,7850 por bushel.

No fechamento de setembro, o contrato dezembro/26 estava em US$ 5,0075 por bushel. Na sexta-feira (30), terminou a US$ 4,4775, acumulando desvalorização de 10,58% em outubro. Os vencimentos março/27 e maio/27 também recuaram mais de 10% no mês, enquanto o julho/27 registrou queda de 9,81%.

A Reuters, em análise publicada na segunda-feira (2), atribuiu a recuperação inicial à abertura de espaço para compras de oportunidade após as baixas recentes dos grãos em Chicago. O movimento permanecia limitado pelas expectativas de disponibilidade elevada no mercado internacional.

A colheita nos Estados Unidos continuava entre os fatores acompanhados pelos operadores. Segundo o último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 60% da área cultivada com milho havia sido colhida até 25 de outubro, ante 44% na semana anterior. O percentual ainda estava abaixo da média histórica de 66% para o período.

Uma nova atualização do relatório Crop Progress era esperada para as 18h, no horário de Brasília, com dados sobre o avanço da colheita até 1º de novembro. Previsões de chuvas mais abrangentes para o Meio-Oeste americano nos primeiros dias de novembro poderiam interromper temporariamente os trabalhos, embora grande parte da produção já tivesse sido retirada das lavouras.

Na demanda, o USDA informou que as vendas líquidas de milho da temporada 2026/27 somaram 1.303.900 toneladas na semana encerrada em 22 de outubro. O volume ficou 15% abaixo do registrado na semana anterior, mas foi 32% superior à média das últimas quatro semanas. Os embarques efetivos totalizaram 552.900 toneladas, com retração de 29% na comparação semanal.

Em entrevista publicada pelo Notícias Agrícolas na sexta-feira (30), Chau Hue, Head de Inteligência de Mercados da Stag Securities, avaliou que os Estados Unidos buscam recuperar competitividade com ajustes nos diferenciais do mercado físico. Segundo o analista, Brasil e Argentina também disputam compradores para os próximos meses, o que pode limitar uma recuperação mais consistente dos preços em Chicago.

No Brasil, não havia negociação regular na B3 nesta segunda-feira em razão do feriado de Finados, segundo Notícias Agrícolas. As atenções do mercado futuro estavam concentradas nas movimentações internacionais.

Redação

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