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Fiocruz aponta aumento de casos graves de covid-19 em cinco unidades da Federação

Por • Publicado em 7 de novembro de 2026 • Atualizado em 7 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
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Boletim registra sinais de crescimento em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina; incidência permanece baixa em quatro dessas unidades

O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) aumentou no Brasil ao longo de setembro e outubro, incluindo registros associados a quadros graves de covid-19. Dados do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam sinais de crescimento em pelo menos cinco unidades da Federação.

As unidades citadas são Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O documento destaca, porém, que a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos em quatro dessas unidades da Federação.

Roraima, Sergipe e Santa Catarina apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo. A Fiocruz também aponta que duas das 27 capitais — Aracaju e João Pessoa — registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, entre os casos positivos de SRAG, 4,2% tiveram resultado positivo para influenza A; 4,7% para influenza B; 10,1% para vírus sincicial respiratório; 50,1% para rinovírus; e 8,5% para covid-19.

Entre os óbitos registrados no mesmo período e entre os casos positivos, a presença dos vírus foi de 1,3% para influenza A, 12,7% para influenza B, 3,8% para vírus sincicial respiratório, 43% para rinovírus e 24,1% para covid-19.

Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG. Desse total, 91.420 casos, equivalentes a 53,3%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Outros 62.823 casos, ou 36,7%, tiveram resultado negativo, enquanto ao menos 7.457, correspondentes a 4,4%, aguardavam resultado laboratorial.

Considerando as últimas oito semanas epidemiológicas, a incidência e a mortalidade semanais médias mantiveram o padrão descrito no boletim para as faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG foi mais elevada entre crianças de até 2 anos. Na mortalidade, a população com 65 anos ou mais apareceu como a mais impactada.

Redação

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