Mercado brasileiro encerrou a semana com baixa movimentação; avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou contratos em Chicago
O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucos negócios, ofertas limitadas e preços entre estáveis e mais baixos. Nos portos, as ofertas chegaram a R$ 160,00 por saca.
De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a sexta-feira (6) teve poucos participantes nas negociações e muitas indicações apenas nominais no mercado físico. A volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e no câmbio não provocou alterações significativas nas referências domésticas, sem que nenhum dos dois fatores exercesse influência predominante sobre os preços.
A baixa movimentação também foi registrada ao longo da semana, tanto no mercado disponível quanto para a safra nova. No mercado físico, Passo Fundo (RS) recuou de R$ 152,50 para R$ 152,00 por saca, enquanto Santa Rosa (RS) passou de R$ 153,50 para R$ 153,00. Cascavel (PR) manteve a cotação em R$ 148,00; Rondonópolis (MT), em R$ 140,00; e Dourados (MS), em R$ 138,00.
Rio Verde (GO) recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00 por saca. Paranaguá (PR) manteve o preço em R$ 159,00, e Rio Grande (RS) teve queda de R$ 160,50 para R$ 160,00.
Na CBOT, os contratos futuros fecharam mistos na sexta-feira. As primeiras posições subiram em um movimento de ajuste técnico, enquanto as mais distantes permaneceram pressionadas pelo cenário fundamental. O avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou sazonalmente os preços durante a semana, que acumulou queda de cerca de 3%.
As atenções do mercado se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para terça-feira (10), às 14h. Analistas consultados por agências internacionais estimam que a produção norte-americana na safra 2026/27 fique em 4,601 bilhões de bushels, ante previsão de 4,562 bilhões em outubro. Para os estoques de passagem, a expectativa é de 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados no mês anterior.
No cenário mundial, o mercado projeta estoques finais de soja de 2026/27 em 125,3 milhões de toneladas, acima dos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, a estimativa é de alta de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas.
As importações chinesas de soja no ano comercial 2026/27, iniciado em 1º de outubro de 2026, podem somar 110 milhões de toneladas, abaixo dos 114 milhões registrados na temporada anterior, de acordo com informações do Gain Report, do USDA.




