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Arroba do boi mantém viés de alta, com reajustes localizados, diz analista

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Oferta restrita e escalas de abate entre cinco e seis dias úteis sustentam as compras dos frigoríficos; em São Paulo, referências ficaram estáveis após máximas da quinta-feira (15)

O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes e reajustes localizados, principalmente nas praças da Região Norte. Em São Paulo, as referências permaneceram estáveis depois das máximas registradas na quinta-feira (15), enquanto a oferta restrita de animais e as escalas de abate pouco confortáveis mantiveram os frigoríficos ativos na compra de boiadas.

De acordo com Fernando Henrique Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, as escalas de abate estavam concentradas entre cinco e seis dias úteis na maior parte das regiões pesquisadas. Segundo ele, a necessidade de recomposição das programações aparece com mais intensidade entre as indústrias de pequeno e médio porte, enquanto as grandes plantas mantêm uma posição relativamente mais confortável.

O analista avaliou que o mercado conserva viés de firmeza no curto prazo. Ele também apontou, porém, que a perda gradual do estímulo ao consumo na segunda quinzena pode moderar a intensidade dos próximos reajustes.

Os preços médios do boi gordo ficaram em R$ 383,83 em São Paulo, ante R$ 383,33 no dia anterior. Em Goiás, a cotação passou de R$ 367,86 para R$ 368,57. Em Minas Gerais, avançou de R$ 372,65 para R$ 373,76. No Mato Grosso do Sul, subiu de R$ 372,27 para R$ 372,52. Em Mato Grosso, passou de R$ 351,35 para R$ 352,57.

No mercado atacadista de carne bovina, os preços encerraram a semana inalterados. Iglesias afirmou que os patamares alcançados após a reposição da primeira metade do mês foram preservados, mas observou menor ritmo de compras por parte do varejo. Para a segunda quinzena, a expectativa apresentada pelo analista é de esfriamento da demanda, associado à perda gradual dos efeitos da entrada dos salários na economia.

Ainda segundo a avaliação do analista, a vantagem de preço da carne de frango e dos cortes suínos limita o espaço para novos reajustes da carne bovina, sobretudo entre consumidores de menor poder aquisitivo.

No atacado, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 22,00 por quilo; o quarto traseiro, a R$ 29,50; a ponta de agulha, a R$ 20,50; e a vaca casada, a R$ 24,50 por quilo.

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,30%, a R$ 5,0727 para venda e R$ 5,0707 para compra. Durante o dia, oscilou entre R$ 5,0677 e R$ 5,0957. Na semana, acumulou alta de 1,7%.

Redação

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