Economia

Faesp cobra ajuste fiscal e juros menores após reeleição de Lula

Por • Publicado em 26 de outubro de 2026 • Atualizado em 26 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Federação da Agricultura e Pecuária de São Paulo defende simplificação tributária, controle de gastos e segurança jurídica para o setor rural

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) defendeu o respeito ao resultado das eleições presidenciais de 2026, que reconduziu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao cargo, mas cobrou do próximo governo medidas para controlar os gastos públicos, reduzir os juros, simplificar a tributação e ampliar a segurança jurídica no campo.

Em manifestação sobre o segundo turno, realizado no domingo (25), a entidade afirmou que pretende manter o diálogo com o governo federal e com outras instituições para defender as demandas dos produtores rurais paulistas. A Faesp é presidida por Tirso Meirelles.

De acordo com o resultado atribuído ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,21%. A federação avaliou que o resultado exige maior interlocução com diferentes setores da sociedade, incluindo os eleitores que não apoiaram a candidatura vencedora.

A entidade também interpretou as abstenções, os votos brancos e os nulos como sinais de insatisfação de parte do eleitorado com as propostas apresentadas durante a campanha. Em sua manifestação, a Faesp defendeu que o processo democrático exige diálogo e aperfeiçoamento contínuos.

Entre as prioridades apresentadas estão a redução da carga tributária, a simplificação dos impostos e a adoção de regras que, segundo a federação, não elevem os custos do setor produtivo. A entidade também cobrou condições macroeconômicas para uma redução sustentável das taxas de juros, com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito e os investimentos na atividade agropecuária.

A Faesp defendeu ainda maior controle dos gastos públicos e medidas contra a ineficiência administrativa do Estado. Para o campo, apontou como fundamentais a garantia do direito de propriedade, a estabilidade das regras e a segurança jurídica para produtores rurais e investidores.

A federação afirmou que continuará atuando na interlocução com o governo federal e outras instituições. Também defendeu a elaboração de um “Plano Brasil” voltado às suas reivindicações e destacou, em sua avaliação, a importância do agronegócio para a geração de empregos, a movimentação da economia e o abastecimento alimentar do Brasil e de outros países.

Redação

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