Declaração foi feita em Washington; ex-deputado não explicou qual mecanismo levaria à saída do ministro
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em Washington, que o ministro Alexandre de Moraes deixará o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL), seja eleito presidente no segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcado para 25 de outubro.
A declaração foi feita a jornalistas durante um evento com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei. Eduardo Bolsonaro disse que não vê o irmão conseguindo governar com Moraes no tribunal.
O ex-deputado também afirmou que o Partido Liberal teria rejeitado uma tentativa de acordo com o ministro, mas não apresentou detalhes ou provas sobre a suposta negociação.
A eleição de um presidente, por si só, não altera a composição do Supremo Tribunal Federal. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros da Corte por crimes de responsabilidade. Uma eventual perda do cargo dependeria de um processo e da aprovação de dois terços dos senadores. Eduardo Bolsonaro não explicou se estava se referindo a esse procedimento.
Eduardo vive nos Estados Unidos e afirmou, no mesmo evento, que não pretende retornar ao Brasil para cumprir a pena de quatro anos e dois meses de prisão à qual foi condenado. Na semana anterior, Moraes havia determinado o cumprimento da pena e o cancelamento dos passaportes do ex-deputado.




