Economia

Endividamento das famílias alcança 50,1% da renda em agosto, diz Banco Central

Por • Publicado em 30 de outubro de 2026 • Atualizado em 30 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Comprometimento da renda com o serviço da dívida chegou a 29%; dados também apontam inadimplência de 6,6% nas instituições financeiras

O endividamento das famílias brasileiras alcançou 50,1% da renda acumulada nos 12 meses encerrados em agosto, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O comprometimento da renda com o serviço da dívida chegou a 29%, também no maior nível da série apresentada na fonte.

De acordo com os dados atribuídos ao Banco Central, o endividamento das famílias atingiu um novo recorde em agosto. Quando excluído o crédito imobiliário, o percentual subiu para 31%. Nessa mesma base, o comprometimento da renda com o serviço da dívida ficou em 26,7%.

A taxa de inadimplência nas instituições financeiras foi de 6,6%, conforme os números divulgados. A fonte não informa a população exata considerada no cálculo além da referência às famílias brasileiras.

O cenário tributário também é apontado como possível fator de pressão sobre a situação financeira das famílias. O Tribunal de Contas da União propôs uma alíquota de 11,3% para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS e a Cofins. Segundo a informação divulgada, caso seja aprovada, a alíquota poderá elevar a carga de impostos sobre o valor agregado de 26,5% para 30%.

A implementação das primeiras mudanças previstas na reforma tributária é mencionada como possibilidade de agravamento da situação financeira das famílias a partir do próximo ano. O texto não detalha quais alterações seriam aplicadas nesse período.

Para o produtor rural, a expectativa apresentada é de aumento de custos. Atualmente beneficiado por uma alíquota reduzida, o setor poderia ter a taxa de comercialização de produtos elevada, a partir de 2027, de 3,6% para 4,52%.

A fonte também aponta a necessidade de acompanhamento mais próximo com contadores para que os produtores se adaptem às novas exigências tributárias. As informações sobre os efeitos da reforma são apresentadas como projeções e possibilidades, e não como resultados já verificados.

Redação

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