Índice fechou a sexta-feira aos 167.921,80 pontos; dólar subiu 9,15% no período e terminou cotado a R$ 5,44
O Ibovespa recuou 18,12% entre segunda-feira (26) e sexta-feira (30), na quinta maior queda semanal desde a criação do Plano Real, em 1994. O resultado foi o pior do índice desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou turbulência nos mercados internacionais.
A Bolsa brasileira encerrou a semana com cinco pregões consecutivos de perdas. Na sexta-feira (30), o Ibovespa caiu 0,75% e fechou aos 167.921,80 pontos.
A queda semanal igualou, com duas casas decimais, o recuo registrado na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Segundo levantamento da Elos Ayta divulgado pela imprensa, a desvalorização reduziu em R$ 873 bilhões o valor de mercado das empresas listadas na Bolsa brasileira.
No mercado de câmbio, o dólar avançou 1,09% na sexta-feira e terminou o dia cotado a R$ 5,44. Na semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 9,15%, a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.
A instabilidade se intensificou após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou investidores a revisar expectativas sobre a economia brasileira, especialmente em relação à política fiscal e às contas públicas, segundo as informações divulgadas.
Na segunda-feira (26), primeiro pregão após a eleição, a Bolsa chegou a registrar queda próxima de 14% e acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações diante de oscilações intensas.
Além do cenário político e das incertezas sobre a condução da economia, a saída de investidores estrangeiros pressionou os ativos brasileiros. Dados da B3 apontaram retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões da semana.
O cenário internacional também contribuiu para a cautela dos investidores, em especial pelas preocupações relacionadas a empresas de tecnologia dos Estados Unidos e aos investimentos em inteligência artificial. Apesar da sequência negativa, o Ibovespa acumulava valorização de 4,22% em 2026 até o fechamento de outubro.




