Consulta institucional recebeu 2.184 respostas de servidores entre 24 de agosto e 21 de setembro
Pesquisa realizada pela Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou a criação de uma carreira própria para o tribunal e a ampliação ou flexibilização do teletrabalho como prioridades apontadas pelos servidores.
A consulta ficou disponível de 24 de agosto a 21 de setembro e recebeu 2.184 respostas. Organizada em 11 blocos temáticos e 36 perguntas, a pesquisa foi anônima e teve como objetivo compreender expectativas, interesses e necessidades dos servidores para orientar políticas de gestão de pessoas nos próximos anos.
De acordo com o relatório final, 81% dos participantes priorizam a criação de uma carreira própria do STJ, separada da carreira do Poder Judiciário da União. Outros 10% preferem a criação de gratificações próprias pelo desempenho de funções no tribunal, enquanto 5% apontam um plano de avaliações e recompensas. Em 4% dos casos, não havia opinião formada.
Embora 91% dos servidores tenham declarado estar satisfeitos com a lotação atual, metade dos participantes apontou a falta de perspectiva de crescimento como principal fator de desengajamento. O excesso de trabalho foi citado por 36%, seguido pela falta de reconhecimento, com 34%.
Também foram mencionadas como fatores de desengajamento a comunicação ruim, a pouca participação nas decisões, ambas com 17%, a falta de clareza sobre prioridades, com 16%, e a falta de capacitação, com 7%.
Entre os objetivos profissionais, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal foi citado por 43% dos participantes. O desenvolvimento de novas competências apareceu em seguida, com 22%, assim como o desejo de se tornar referência técnica, mencionado por 18%. Assumir função de liderança foi indicado por 7%.
As áreas em que os servidores mais gostariam de se desenvolver foram matérias relacionadas à área jurisdicional, com 49%, tecnologia e inovação, com 38%, e temas específicos das unidades em que trabalham, também com 38%.
A melhoria da carreira e da remuneração foi apontada por 70% dos participantes como prioridade entre as iniciativas de gestão de pessoas. Para aumentar a satisfação profissional, 43% indicaram a ampliação ou flexibilização do teletrabalho ou do trabalho híbrido. A aferição do trabalho por produtividade, e não pelo tempo trabalhado, foi citada por 26%, mesmo percentual registrado para uma melhor distribuição ou redução da carga de trabalho.
A avaliação do modelo atual de teletrabalho ou trabalho híbrido foi predominantemente positiva: 58% dos servidores disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. Outros 14% afirmaram estar insatisfeitos, 3% muito insatisfeitos e 14% se declararam neutros. Para 10%, o teletrabalho não se aplica.
Na área de saúde e bem-estar, a ampliação de programas de saúde mental e apoio psicológico foi apontada como prioridade por 71% dos participantes. A pesquisa também registrou a preferência pela ampliação das especialidades médicas disponibilizadas pela Secretaria de Serviços Integrados de Saúde, mas o conteúdo divulgado não apresenta, no trecho disponível, o percentual correspondente a essa iniciativa.




