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Pesquisa aponta carreira própria e flexibilização do teletrabalho como prioridades no STJ

Por • Publicado em 7 de outubro de 2026 • Atualizado em 7 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Fachada do Superior Tribunal de Justica com gramado frontal
Fachada do STJ com vista do gramado frontal. Foto original utilizada pela fonte; imagem institucional ilustrativa, nao retrata participantes da pesquisa. Foto: Gustavo Lima / <a href="https://www.flickr.com/photos/stjnoticias/50109951332">STJ</a>, <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">CC BY 2.0</a>. Obra: Edificio-sede e Instalacoes do STJ. Versao com redimensionamento e credito visual da fonte; tamanhos de apresentacao podem ter recorte. Crédito: Gustavo Lima/STJ - CC BY 2.0

Consulta institucional recebeu 2.184 respostas de servidores entre 24 de agosto e 21 de setembro

Pesquisa realizada pela Presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) identificou a criação de uma carreira própria para o tribunal e a ampliação ou flexibilização do teletrabalho como prioridades apontadas pelos servidores.

A consulta ficou disponível de 24 de agosto a 21 de setembro e recebeu 2.184 respostas. Organizada em 11 blocos temáticos e 36 perguntas, a pesquisa foi anônima e teve como objetivo compreender expectativas, interesses e necessidades dos servidores para orientar políticas de gestão de pessoas nos próximos anos.

De acordo com o relatório final, 81% dos participantes priorizam a criação de uma carreira própria do STJ, separada da carreira do Poder Judiciário da União. Outros 10% preferem a criação de gratificações próprias pelo desempenho de funções no tribunal, enquanto 5% apontam um plano de avaliações e recompensas. Em 4% dos casos, não havia opinião formada.

Embora 91% dos servidores tenham declarado estar satisfeitos com a lotação atual, metade dos participantes apontou a falta de perspectiva de crescimento como principal fator de desengajamento. O excesso de trabalho foi citado por 36%, seguido pela falta de reconhecimento, com 34%.

Também foram mencionadas como fatores de desengajamento a comunicação ruim, a pouca participação nas decisões, ambas com 17%, a falta de clareza sobre prioridades, com 16%, e a falta de capacitação, com 7%.

Entre os objetivos profissionais, o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal foi citado por 43% dos participantes. O desenvolvimento de novas competências apareceu em seguida, com 22%, assim como o desejo de se tornar referência técnica, mencionado por 18%. Assumir função de liderança foi indicado por 7%.

As áreas em que os servidores mais gostariam de se desenvolver foram matérias relacionadas à área jurisdicional, com 49%, tecnologia e inovação, com 38%, e temas específicos das unidades em que trabalham, também com 38%.

A melhoria da carreira e da remuneração foi apontada por 70% dos participantes como prioridade entre as iniciativas de gestão de pessoas. Para aumentar a satisfação profissional, 43% indicaram a ampliação ou flexibilização do teletrabalho ou do trabalho híbrido. A aferição do trabalho por produtividade, e não pelo tempo trabalhado, foi citada por 26%, mesmo percentual registrado para uma melhor distribuição ou redução da carga de trabalho.

A avaliação do modelo atual de teletrabalho ou trabalho híbrido foi predominantemente positiva: 58% dos servidores disseram estar satisfeitos ou muito satisfeitos. Outros 14% afirmaram estar insatisfeitos, 3% muito insatisfeitos e 14% se declararam neutros. Para 10%, o teletrabalho não se aplica.

Na área de saúde e bem-estar, a ampliação de programas de saúde mental e apoio psicológico foi apontada como prioridade por 71% dos participantes. A pesquisa também registrou a preferência pela ampliação das especialidades médicas disponibilizadas pela Secretaria de Serviços Integrados de Saúde, mas o conteúdo divulgado não apresenta, no trecho disponível, o percentual correspondente a essa iniciativa.

Redação

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