Diretório estadual atribui limitação à Meta e afirma que ficou impedido de publicar conteúdos durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026
Segundo reportagem publicada no portal Jornal Opção, o diretório goiano do Partido dos Trabalhadores (PT-GO) acionou a Justiça Eleitoral após denunciar que a Meta restringiu o perfil oficial da legenda no Instagram. A limitação teria sido identificada na segunda-feira, dia 12, a menos de duas semanas da votação marcada para 25 de outubro.
A denúncia foi divulgada pela presidente estadual do PT, deputada federal Delegada Adriana Accorsi. Segundo a dirigente, a plataforma não apresentou explicações sobre o motivo da restrição. O partido afirmou ter sido impedido de publicar conteúdos no perfil oficial durante o período eleitoral.
Accorsi disse que a limitação, feita sem justificativa apresentada pela empresa, prejudica o acesso do eleitorado à informação e o debate político. A deputada também defendeu que plataformas digitais adotem transparência e critérios claros, aplicados igualmente aos partidos.
De acordo com a dirigente, o PT-GO recorreu à Justiça Eleitoral para tentar reverter a restrição e avalia outras medidas. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre qual regra do Instagram teria motivado a limitação da conta.
O caso ocorre após a campanha nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusar a Meta, responsável também pelo Facebook e pelo WhatsApp, de reduzir o alcance de conteúdos ligados à candidatura petista e favorecer publicações do adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro. A Meta nega favorecimento eleitoral.
Em levantamento divulgado pelo próprio PT, a página de Flávio no Instagram teve, em média, engajamento 2,96 vezes superior ao perfil de Lula, embora registrasse 17,2% menos seguidores. A legenda apresentou os números como indício de tratamento desigual entre as campanhas. Os dados, isoladamente, não comprovam interferência deliberada da plataforma.
A campanha de Lula também relatou interrupções na contabilização das visualizações de publicações e afirmou que ficou temporariamente impedida de impulsionar conteúdos no feed do Instagram entre os dias 9 e 10 de outubro. Segundo a Meta, parte dos episódios ocorreu em razão de problemas técnicos que não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas.
Diante dos episódios, a campanha petista acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apresentou denúncia à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). O TSE determinou que a Meta prestasse esclarecimentos técnicos e preservasse dados relacionados ao caso.
Em resposta às acusações nacionais, a empresa afirmou que as alegações de favorecimento eleitoral são falsas, que não encontram respaldo nos fatos e que a companhia cumpre as normas eleitorais. A Meta também declarou estar comprometida com a isonomia no uso de suas plataformas. Sobre a restrição específica ao perfil do PT-GO, a fonte registra que a empresa foi procurada e ainda não havia respondido.




