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Anápolis instala dispositivos com ovos de Aedes aegypti em 45 bairros

Por • Publicado em 13 de outubro de 2026 • Atualizado em 13 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Estetoscopio sobre tecido verde; imagem ilustrativa de saude
Imagem ilustrativa: estetoscopio. Foto: <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/User:Hospital">Hospital</a> / <a href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:My_Stethoscope.JPG">Wikimedia Commons</a>, <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/">CC BY-SA 3.0</a>. Original sem alteracao; tamanhos derivados podem ter redimensionamento ou recorte, sob a mesma licenca. Crédito: Hospital / Wikimedia Commons - CC BY-SA 3.0

Segundo reportagem publicada no portal Diário de Goiás, ação prevê mais de 5 mil pontos e conta com 60 agentes de endemias, além de equipes de apoio

Segundo reportagem publicada no portal Diário de Goiás, a Vigilância em Saúde de Anápolis intensificou, nesta terça-feira (13), a instalação dos Dispositivos de Liberação de Ovos (DLO), que integram o método Wolbachia de combate à dengue, à zika e à chikungunya. A previsão é instalar os recipientes em mais de 5 mil pontos de 45 bairros do município nas próximas três semanas.

A ação conta com 60 agentes de endemias e apoio de equipes do Corpo de Bombeiros e do Programa Linha de Frente. Os locais foram previamente mapeados pelos agentes do município e definidos a partir da análise histórica dos últimos 12 anos. Segundo o gerente epidemiológico Rafael Teixeira, os bairros selecionados concentram os maiores índices das doenças. Entre os locais citados estão Centro, Vila Jaiara, Jardim Alexandrina e Filostro Machado.

A implantação do método será feita por meio de recipientes, descritos como baldes verdes, contendo ovos de Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia. De acordo com a explicação apresentada na publicação, os mosquitos eclodem naturalmente e seguem seu ciclo de desenvolvimento, sem soltura direta de mosquitos adultos pelas ruas. Quando os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos locais, a bactéria é transmitida às novas gerações, contribuindo para reduzir a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, da zika e da chikungunya.

A metodologia é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O diretor de Vigilância em Saúde, Daniel Soares, afirmou que Anápolis foi escolhida para adotar a medida, mas ressaltou que o método já é utilizado em outros lugares. Como exemplo, citou Niterói, onde, segundo ele, houve redução de 86% no número de casos das doenças. A fonte não apresenta, no material fornecido, o período de comparação nem o detalhamento da base desse percentual.

Soares também afirmou que há expectativa de queda nas notificações de dengue, zika e chikungunya no próximo ano. A implantação dos dispositivos é apresentada como complementar a ações já realizadas pelo município, como visitas domiciliares, eliminação de criadouros, monitoramento e orientações à população.

Rafael Teixeira pediu que os moradores preservem as armadilhas e informou que avarias devem ser comunicadas pelo telefone 156.

Redação

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