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Soja tem negócios travados no Brasil, apesar da alta do dólar

Por • Publicado em 15 de outubro de 2026 • Atualizado em 15 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Canal Rural - Radar

Queda em Chicago, avanço da colheita nos Estados Unidos e expectativa de ampla oferta global limitam as cotações da oleaginosa

Segundo reportagem publicada no portal Canal Rural, o mercado brasileiro de soja registrou baixa movimentação na quinta-feira (15), com poucos negócios e preços sem alterações significativas. A valorização do dólar compensou parte da queda na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas não alterou de forma estrutural as cotações no mercado físico, conforme avaliação do analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Nos portos, as indicações de preços permaneceram nominais, sem ofertas efetivas. Os esmagadores demonstraram interesse em comprar, mas os valores oferecidos ficaram abaixo dos pedidos pelos vendedores, o que manteve as negociações travadas. Segundo Silveira, os produtores estão concentrados nos trabalhos de plantio, enquanto o mercado permanece lento.

Em Passo Fundo (RS), a saca foi mantida em R$ 147,50. Em Santa Rosa (RS), permaneceu em R$ 148,50. Cascavel (PR) registrou alta de R$ 144,50 para R$ 145,00; Rondonópolis (MT) ficou em R$ 142,00; Dourados (MS), em R$ 140,50; e Rio Verde (GO) recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00.

Nos portos, a saca em Paranaguá (PR) passou de R$ 155,50 para R$ 156,00. Em Rio Grande (RS), a referência permaneceu em R$ 156,50.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa na quinta-feira (15), acumulando quatro sessões consecutivas de perdas. O avanço da colheita nos Estados Unidos e o desempenho do esmagamento norte-americano em setembro pressionaram os preços, que atingiram os menores níveis em sete semanas, apesar da demanda chinesa.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta produção brasileira de 181,616 milhões de toneladas na temporada 2026/27. A estimativa representa crescimento de 0,7% em relação à temporada anterior, enquanto a área plantada deve aumentar 1,4%, para 49,3 milhões de hectares.

A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja nos Estados Unidos alcançou 196,3 milhões de bushels em setembro, ante 205,456 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 203,74 milhões. Em setembro de 2025, o volume havia sido de 197,863 milhões de bushels. O resultado de setembro foi o menor em 13 meses.

Ainda segundo o material publicado pelo Canal Rural, compradores estatais da China adquiriram entre 10 e 13 cargas de soja dos Estados Unidos durante a noite de segunda-feira. Três fontes comerciais ouvidas pela Reuters relataram que as compras representaram a segunda rodada de aquisições em grande escala desde o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em setembro. As compras realizadas na semana somavam entre 18 e 23 cargas, equivalentes a aproximadamente 1,2 milhão a 1,5 milhão de toneladas de soja norte-americana, segundo cálculos mencionados na publicação.

Redação

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