Agro

XP reduz projeções para moagem de cana e produção de açúcar no Centro-Sul

Por • Publicado em 17 de outubro de 2026 • Atualizado em 17 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
AgFeed

Instituição estima moagem de 613,5 milhões de toneladas e produção de 36,9 milhões de toneladas de açúcar na safra 2026/2027

Segundo reportagem publicada no portal AgFeed, a XP Investimentos reduziu suas projeções para a moagem de cana-de-açúcar e para a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. A instituição avalia que a produção mais fraca pode manter as cotações elevadas por mais tempo, embora o mercado ainda não tenha precificado completamente esse cenário.

Em relatório divulgado ao mercado, a XP Investimentos passou a projetar uma moagem de 613,5 milhões de toneladas de cana no atual ciclo agrícola, uma redução de 12,4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior. Para a produção de açúcar no Centro-Sul, a instituição reduziu em aproximadamente 1,5 milhão de toneladas sua previsão, para 36,9 milhões de toneladas na safra 2026/2027.

A estimativa representa queda de 8,8% em relação às 40,4 milhões de toneladas produzidas no ciclo anterior. Segundo a XP, uma safra abaixo de 37 milhões de toneladas seria difícil de conciliar com uma perspectiva de baixa para os preços no médio prazo, enquanto o mercado avalia condições globais de oferta mais restritas.

A instituição também cortou em 2,3 quilos por tonelada sua projeção para a quantidade de açúcar total recuperável (ATR) das plantas. O indicador passou a ser estimado em 134,3 quilos por tonelada. De acordo com a XP, o excesso de precipitação tem prejudicado o acúmulo de sacarose na cana.

A redução da projeção de ATR, conforme a avaliação da instituição, reflete a combinação entre uma moagem abaixo das expectativas iniciais e uma menor concentração de açúcar na matéria-prima em razão do aumento da ocorrência de chuvas no Centro-Sul.

A XP estima ainda que o mix açucareiro — proporção da matéria-prima destinada à fabricação de açúcar — ficará em 47% nesta temporada, ante 50,4% na safra passada. Na avaliação dos analistas, mesmo um direcionamento maior da matéria-prima para a produção de açúcar nos meses finais do ciclo não compensaria os efeitos da moagem menor e da redução do ATR.

A instituição também apontou recuperação recente dos contratos futuros de açúcar. O contrato com vencimento em março de 2027, negociado na Bolsa de Nova York, acumulou valorização de aproximadamente 12% ao longo do último mês, segundo estimativa da XP.

Redação

Você também pode gostar