Unidade deverá produzir 30 mil metros cúbicos do combustível por dia e será conectada ao sistema de transporte por um gasoduto de aproximadamente 25 quilômetros
Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia, deverá receber uma usina de biometano com investimento previsto de R$ 140 milhões. A unidade terá capacidade inicial para produzir 30 mil metros cúbicos do combustível por dia, volume estimado como suficiente para abastecer aproximadamente 100 ônibus do transporte coletivo diariamente.
O empreendimento será conduzido pela EcoGeo, ligada ao grupo goiano Ecopar, em parceria com a empresa paulista GeoGreen BioGás. De acordo com informações divulgadas pelas empresas em março de 2026, a planta ocupará uma área de 100 mil metros quadrados e terá como principal destino o abastecimento de veículos da Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), que atende Goiânia e outros municípios da região.
A usina utilizará biodigestores para processar resíduos orgânicos, como materiais provenientes da agroindústria, lodos e biomassa. O biogás gerado durante a decomposição passará por um sistema de purificação para elevar a concentração de metano e transformá-lo em biometano. O combustível poderá ser utilizado em veículos adaptados à tecnologia, em substituição ao diesel.
O projeto também prevê a instalação de um gasoduto de aproximadamente 25 quilômetros entre a unidade, em Guapó, e os pontos de abastecimento dos ônibus. A estrutura ficará sob responsabilidade da GoiásGás, que deverá transportar o combustível produzido até o sistema de transporte coletivo.
As empresas estimam que a implantação gere cerca de 40 empregos diretos e mais de 100 indiretos. A previsão inicial divulgada para a execução da obra era de aproximadamente 24 meses, com início das atividades em 2028.
Há, porém, uma diferença entre os cronogramas mencionados. O painel de acompanhamento do Governo de Goiás apresenta outubro de 2027 como previsão de conclusão das obras, ainda sujeita ao andamento do projeto.
Enquanto a nova unidade não entra em operação, os ônibus movidos a biometano serão abastecidos com combustível produzido por outras unidades. A usina integra o projeto de modernização do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia, que também prevê a ampliação da frota de veículos elétricos e movidos a combustíveis renováveis.




