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Autoridade da Casa Branca diz que EUA concederão vistos a Flávio Bolsonaro e família

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Portal 6

Senador teria chegado ao país na terça-feira (27), dois dias após perder a eleição; decisão ocorreu depois de ordem judicial para recolhimento de passaportes

Uma autoridade da Casa Branca afirmou que o governo dos Estados Unidos está ciente da ida de Flávio Bolsonaro ao país e concederá vistos ao senador do PL e a seus familiares, autorizando a permanência deles em território americano. Segundo pessoas ligadas ao senador, ele chegou aos EUA na terça-feira (27), por volta das 16h20, acompanhado da mulher, Fernanda, e das duas filhas.

A informação sobre os vistos foi atribuída a uma autoridade da Casa Branca. Antes disso, aliados da família Bolsonaro haviam afirmado que os Estados Unidos concederiam asilo ao senador. A previsão, segundo um aliado, era que Flávio Bolsonaro concedesse uma entrevista à imprensa na quarta-feira (28), em local ainda não divulgado.

A decisão de deixar o Brasil teria sido tomada na segunda-feira (26), depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes determinou o recolhimento dos passaportes brasileiro e italiano do senador. De acordo com as informações divulgadas, a Polícia Federal cancelou o documento brasileiro após o descumprimento da ordem judicial, enquanto a identidade italiana permaneceu válida. A PF também teria emitido um alerta para monitorar as fronteiras.

O texto aponta que a saída ocorreu dois dias após Flávio Bolsonaro perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva. A possibilidade de uma mudança para os Estados Unidos havia sido mencionada anteriormente por aliados da família. Pessoas próximas ao senador também teriam afirmado que ele poderia manter a oposição a partir do país e formar um governo no exílio, mas essa possibilidade foi apresentada como declaração de aliados, não como decisão oficial.

O deputado democrata Joaquin Castro questionou a concessão de proteção ao senador. Segundo a declaração atribuída a ele, perder uma eleição não seria motivo para asilo e o governo Trump deveria prestar esclarecimentos ao Congresso sobre eventual ajuda à saída de Flávio do Brasil. A fonte também atribuiu a Castro a afirmação de que o senador é investigado no Brasil por corrupção e lavagem de dinheiro.

As investigações citadas envolvem duas ações criminais. Uma delas apura suspeitas relacionadas ao Banco Master e ao pedido de recursos a Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Segundo a informação divulgada, Flávio teria negociado o repasse de pelo menos US$ 24 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 122,7 milhões, para a produção. O senador negou irregularidades e afirmou que o filme conta apenas com recursos privados.

A outra investigação trata da relação de Flávio com o advogado Willer Tomaz e apura suspeita de lavagem de dinheiro. Nesse caso, Moraes também teria proibido o contato entre os dois. Flávio é investigado, e as suspeitas não equivalem a uma condenação.

Desde sua primeira eleição para deputado estadual, em 2002, esta seria a primeira vez que Flávio Bolsonaro ficaria sem cargo eletivo. Seu mandato de senador termina em fevereiro, quando também perderá o foro especial, conforme as informações divulgadas.

Redação

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