Homem de 70 anos teve fratura no nariz e deverá passar por cirurgia; Polícia Civil investiga o caso
Um idoso de 70 anos foi derrubado e agredido com socos e chutes no domingo (25), no Jardim Goiás, em Goiânia. Segundo a esposa da vítima, o ataque pode ter sido motivado pela revolta do investigado com o resultado das eleições que terminou com Luiz Inácio Lula da Silva reeleito.
O suspeito foi identificado como Gustavo Andrade da Costa, de 33 anos. De acordo com a esposa do idoso, ele teria ido ao prédio onde moram os tios após acompanhar a apuração eleitoral. A mulher afirmou que o marido não acompanhava os resultados, não participava de grupos políticos e não sabia o que estava acontecendo quando foi atacado na entrada do edifício.
Ainda segundo a esposa, o idoso usava uma blusa vermelha, sem símbolos ou identificação partidária. Ela relatou que o marido não reagiu à abordagem porque não entendia o motivo da violência. A possível motivação política deverá ser apurada pela Polícia Civil.
O idoso foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado ao Hospital de Urgências de Goiás (Hugo), onde passou por exames e recebeu alta. Em casa, continuava com dores, inchaço no rosto e ferimentos na boca, que dificultavam a fala. A vítima fraturou o nariz e deverá passar por cirurgia, conforme relato da esposa. Ela também informou que o marido tem epilepsia e faz uso de medicamentos.
A mulher afirmou que teme que a queda e as agressões provoquem sequelas. Segundo ela, o idoso poderia ter batido a cabeça ao ser derrubado. A esposa classificou o episódio como uma tentativa de homicídio, mas essa caracterização não foi apresentada como conclusão das autoridades no material disponível.
Os tios do investigado são vizinhos da vítima e moram no mesmo prédio, de acordo com a esposa. Ela relatou que um familiar interveio ao perceber a agressão, mas afirmou que o idoso ainda recebeu chutes no rosto depois da intervenção.
O caso é investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso (DEAI). Conforme a esposa, Gustavo já teria comparecido à unidade policial, mas o delegado pretende ouvir primeiro a vítima. Até o momento da entrevista mencionada na fonte, o idoso ainda não havia prestado depoimento por causa da dificuldade para falar. A família informou que contratou um advogado e pretende acompanhar a vítima à delegacia quando ela estiver em condições de depor.




