Brasil

STF nega ter ordenado buscas em endereços ligados a Flávio Bolsonaro

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Imagem da matéria

Corte afirma que não houve mandado, decisão judicial ou diligência da Polícia Federal contra o senador ou seus imóveis

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), a existência de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal em endereços ligados ao senador Flávio Bolsonaro. Segundo a Corte, não foi expedido mandado nem realizada diligência policial contra o parlamentar ou seus imóveis.

Na manifestação, o STF classificou como falsa a informação sobre a existência ou o cumprimento de mandado de busca e apreensão direcionado a Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. A Corte também afirmou que não houve decisão judicial nesse sentido nem realização de busca e apreensão.

A negativa ocorreu após circularem informações sobre uma suposta operação da Polícia Federal na residência do senador, localizada no Lago Sul, em Brasília.

Informações tornadas públicas também relatam que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil por via terrestre e posteriormente embarcou em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos, após a eleição presidencial. O texto afirma que o senador passou pela fronteira com a Argentina e seguiu para o exterior.

Ainda de acordo com as informações divulgadas, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado a apreensão dos passaportes regular e diplomático de Flávio Bolsonaro e proibido sua saída do país. A medida teria sido tomada depois de a Polícia Federal apontar uma possibilidade concreta de fuga.

O próprio senador relatou, em vídeo publicado nas redes sociais, que havia sido abordado por agentes da Polícia Federal e intimado a entregar os documentos. Na gravação, segundo o relato divulgado, ele afirmou que cumpriria a decisão judicial, que nunca havia pensado em deixar o país e que enfrentaria as acusações às quais responde no STF.

As informações divulgadas apontam ainda que continuam em tramitação no Supremo inquéritos nos quais Flávio Bolsonaro é investigado. Um deles, sob relatoria de Alexandre de Moraes, apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Outro, relacionado ao Banco Master, está sob relatoria do ministro André Mendonça. A fonte não apresenta o conteúdo completo das informações sobre esse segundo caso.

A eleição mencionada no relato terminou com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, que teria vencido o segundo turno por uma margem superior a 4,4 milhões de votos.

Redação

Você também pode gostar