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Fiscalização encontra mais de 800 trabalhadores em situação irregular em áreas de corte de cana em Pernambuco

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Imagem ilustrativa contextual gerada pelo Jornal Ponto Crítico; não documenta um evento específico. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Ação ocorreu entre 21 e 25 de setembro em aproximadamente 70 frentes de trabalho de mais de 20 municípios da Zona da Mata Norte e Sul

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) identificou mais de 800 trabalhadores em condições irregulares durante uma fiscalização em frentes de corte de cana-de-açúcar em mais de 20 municípios da Zona da Mata Norte e Sul de Pernambuco. A ação foi realizada entre 21 e 25 de setembro, por equipes da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Segundo informações preliminares da fiscalização, foram vistoriadas aproximadamente 70 frentes de trabalho. Entre os municípios citados estão Gameleira, Itambé, Água Preta, Nazaré da Mata, Sirinhaém, Palmares, Timbaúba, Escada, Rio Formoso, Aliança, Vicência e Ribeirão.

Mais de 800 trabalhadores foram entrevistados e identificados individualmente. Para alcançar áreas isoladas, as equipes utilizaram veículos com tração 4×4 e dados de geolocalização obtidos por imagens de satélite e drones. De acordo com o MTE, os recursos ajudaram a localizar frentes de trabalho em engenhos e em outros pontos afastados.

A fiscalização identificou situações descritas como trabalho degradante, incluindo falta de água potável, ausência ou inadequação de equipamentos de proteção, falta de instalações sanitárias e realização de refeições no próprio canavial. As equipes também relataram condições de trabalho sob calor intenso e sem estrutura adequada para alimentação, descanso e uso de sanitários.

Durante as abordagens, foram encontrados trabalhadores com luvas rasgadas e botas deterioradas, além de pessoas sem perneiras ou proteção facial adequada. Também houve registros de situações em que os próprios empregados providenciavam ferramentas e equipamentos usados no corte da cana-de-açúcar.

O levantamento apontou pelo menos 230 trabalhadores sem proteção facial contra lesões, deixando o rosto e os olhos expostos. Segundo as equipes fiscais, também foram encontrados trabalhadores com ferimentos relacionados ao manuseio de facões.

A fiscalização registrou ainda relatos de falta ou insuficiência de água fornecida pelos empregadores. Alguns trabalhadores disseram que levavam água de casa, consumiam água quente ou percorriam longas distâncias para reabastecer os recipientes. Também foram identificados locais sem sanitários, com instalações distantes ou sem condições de uso.

Redação

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