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Governo anuncia reforço na investigação de casos de violência política após segundo turno

Por • Publicado em 28 de outubro de 2026 • Atualizado em 28 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Foram contabilizados 45 episódios e 47 vítimas entre sábado (24) e domingo (25), segundo informações apresentadas por integrantes do governo federal

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) o reforço das investigações sobre casos de violência política registrados no país entre o sábado (24) e a noite de domingo (25), após a proclamação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com os dados apresentados pelo governo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, e 47 vítimas.

Os casos foram atribuídos pelo governo à intolerância por posição eleitoral. O resultado do segundo turno deu a vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), contra Flávio Bolsonaro (PL).

Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira (28). Segundo Boulos, as denúncias teriam como vítimas apoiadores de Lula, enquanto os autores seriam apoiadores e partidários de Flávio Bolsonaro.

A relação apresentada pelo governo inclui 10 vítimas fatais de violência, entre elas três indígenas; sete vítimas de atropelamentos intencionais; 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos; cinco de disparos e atentados com armas de fogo; cinco de violência e coação contra povos indígenas; e seis de abusos de autoridade e violência policial.

Boulos afirmou que não haverá impunidade nos casos e disse que o resultado de uma eleição não pode ser usado como pretexto para crimes, agressões ou assassinatos.

As medidas anunciadas incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para investigar crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violações de direitos humanos. Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria-Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos estaduais nos casos que envolvam policiais.

De acordo com Ademar Borges, secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, as ocorrências envolvem diferentes tipos de crime. Ele citou investigações sobre crimes eleitorais, violência política de gênero, racismo, violência comum, homicídio, violência física e lesão corporal. Segundo Borges, já havia dezenas de inquéritos instaurados para apurar as denúncias.

Os estados apontados como líderes no número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

O governo também anunciou que pretende combater a violência praticada no ambiente digital por meio do cumprimento do Marco Civil da Internet. O conteúdo fornecido sobre essa medida termina ao mencionar obrigações para que plataformas de redes sociais retirem conteúdos por iniciativa própria, sem detalhar a aplicação anunciada.

Redação

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