Governistas criticaram permanência do senador no exterior; oposicionistas afirmaram que ele foi convidado por autoridades americanas e sofre perseguição política
Deputados da base do governo e da oposição divergiram, durante sessão do Plenário da Câmara dos Deputados realizada na quarta-feira (28), sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva e a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos.
Parlamentares governistas criticaram a permanência de Flávio Bolsonaro no exterior e afirmaram que o senador teria deixado de exercer a liderança política da oposição. Deputados oposicionistas contestaram a avaliação e disseram que ele viajou aos Estados Unidos a convite das autoridades do país, além de ser alvo de perseguição política.
O deputado Merlong Solano (PT-PI) afirmou que Lula deve se concentrar na conclusão do mandato e na preparação do próximo período de governo. “Não cabe ao presidente Lula ficar tratando agora do assunto Flávio Bolsonaro. Cabe ao presidente Lula cuidar da conclusão do seu mandato e compor o próximo período conferido pelo povo brasileiro, levando adiante medidas de extrema importância”, declarou.
Solano citou medidas voltadas para microempreendedores, como a ampliação do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e o perdão de dívidas ativas da União para esses microempreendedores. Também mencionou a reorganização de débitos pelo programa Desenrola 3, com descontos de até 90%, e a criação do NanoMEI, destinado a empreendedores com faturamento de até R$ 40 mil e sem necessidade de Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
O deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) afirmou que o resultado das urnas reforça o compromisso com a democracia. Ao comentar a viagem de Flávio Bolsonaro, classificou a saída do país como uma tentativa de evitar responsabilizações.
Para o deputado Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), o senador deixou de exercer o papel de liderança que poderia desempenhar na oposição. “O senador Flávio Bolsonaro abriu mão da liderança política que poderia exercer como oposição e abandonou os seus correligionários”, afirmou.
Na outra linha de argumentação, o deputado Giovani Cherini (PL-RS) negou que a viagem tenha sido uma fuga. Segundo ele, Flávio Bolsonaro teria sido convidado pelo governo dos Estados Unidos. Cherini afirmou ainda que o senador seria hóspede do governo americano em razão das perseguições que, segundo o deputado, sofre no Brasil.
A deputada Priscila Costa (PL-CE) também questionou as críticas feitas por parlamentares da base do governo. O conteúdo disponibilizado não apresenta a íntegra de sua manifestação.




