Clube afirma que pênalti não marcado e outros lances questionáveis influenciaram resultados recentes
O Vila Nova divulgou, neste domingo (1º), uma nota oficial em que manifesta indignação com a arbitragem no empate por 2 a 2 com o Juventude, pela 36ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A partida foi disputada no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, em Goiânia.
A principal reclamação do clube envolve um possível pênalti não marcado no primeiro tempo, quando o placar ainda estava 0 a 0. Segundo a manifestação do Vila Nova, a jogada ocorreu dentro da área do Juventude, após a bola tocar no pé do lateral Igor Cariús e atingir o braço de um defensor da equipe gaúcha.
O árbitro Rodrigo José Pereira de Lima, de Pernambuco e integrante do quadro da Fifa, não assinalou a penalidade. O lance também foi analisado pelo árbitro de vídeo Emerson de Almeida Ferreira, de Minas Gerais, que não recomendou a revisão da decisão em campo. A arbitragem não considerou o contato suficiente para caracterizar a infração.
Na nota, a diretoria do Vila Nova afirma que a decisão prejudicou a equipe em uma partida que poderia ter levado o clube à liderança da competição. O posicionamento também aponta que, nas últimas quatro partidas pela Série B, decisões da arbitragem teriam influenciado diretamente os resultados dos jogos.
O clube reconheceu os esforços da Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol para melhorar o nível dos profissionais, mas defendeu uma reformulação na estrutura da arbitragem nacional, com revisão de procedimentos, capacitação e reciclagem.
Sobre o confronto com o Juventude, o Vila Nova afirmou ainda que houve outros lances questionáveis, sem consulta ao árbitro de vídeo. O empate terminou em 2 a 2, com os quatro gols marcados no segundo tempo. A nota classificou a sequência de decisões contestadas como prejudicial ao trabalho desenvolvido pelo clube e afirmou que a situação coloca em dúvida a credibilidade da competição.




