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Soja encerra outubro em queda nas principais praças brasileiras

Por • Publicado em 2 de novembro de 2026 • Atualizado em 2 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Preços recuaram em Passo Fundo, Cascavel, Rondonópolis e no Porto de Paranaguá; contratos em Chicago caíram 6,05% no mês

As cotações da soja recuaram nas principais praças brasileiras ao longo de outubro, em um cenário de menor movimentação no mercado físico, avanço do plantio da nova safra e desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A valorização do dólar, acima de 5,40 reais no período, amenizou parte das perdas no mercado interno.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 155,50 no início de outubro para R$ 153,00 no fim do mês. Em Cascavel (PR), a cotação caiu de R$ 150,50 para R$ 149,00. Em Rondonópolis (MT), o preço recuou de R$ 148,00 para R$ 141,00. No Porto de Paranaguá, o referencial passou de R$ 161,50 para R$ 160,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos com vencimento em janeiro, os mais negociados, acumularam queda de 6,05% em outubro e encerraram o período a US$ 12,30 por bushel. A evolução da colheita nos Estados Unidos, apontada como próxima de uma safra recorde, pressionou as cotações e superou o suporte atribuído à demanda chinesa.

No mercado cambial, o dólar encerrou outubro com valorização superior a 5%. A moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 5,00 após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais e avançou para patamares acima de R$ 5,60 depois do segundo turno, cujo resultado confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Na manhã de 30 de outubro, a cotação estava em R$ 5,43.

Enquanto os preços recuavam, o plantio da soja avançava no Brasil. Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, a semeadura da safra 2026/27 havia alcançado 42,3% da área prevista até 23 de outubro. No mesmo período do ano anterior, o índice era de 34,1%, enquanto a média histórica para a época é de 41%.

A produção brasileira de soja na temporada 2026/27 foi estimada em 181,837 milhões de toneladas, alta de 2% em relação às 178,341 milhões de toneladas projetadas para a safra anterior. Na estimativa precedente, a produção era calculada em 180,089 milhões de toneladas.

A área plantada deverá crescer 2,1%, de 48,543 milhões de hectares em 2025/26 para 49,542 milhões de hectares na nova temporada. A produtividade média, por outro lado, deve recuar de 3.692 para 3.689 quilos por hectare, conforme a projeção da consultoria.

Redação

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