Presidente nacional do partido afirmou que o voto útil em Flávio Bolsonaro prejudicou a candidatura de Ronaldo Caiado na disputa presidencial
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a estratégia de voto útil em Flávio Bolsonaro (PL) prejudicou a candidatura do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado na disputa presidencial. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no domingo (1º), Kassab também disse que o PSD poderá apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o presidente adote uma agenda política e econômica voltada ao centro.
Na avaliação de Kassab, a mobilização de eleitores de direita em torno de Flávio Bolsonaro retirou votos de candidaturas alternativas, entre elas a de Caiado. O dirigente afirmou que eleitores inicialmente simpáticos a outros candidatos migraram para Flávio diante da percepção de que Caiado não teria chances na disputa.
Caiado terminou em quinto lugar, com 2.605.148 votos, equivalentes a 2,18% dos votos válidos no primeiro turno, de acordo com as informações divulgadas. Além de Lula e Flávio Bolsonaro, ficaram à frente do ex-governador goiano Augusto Cury (Avante), com 2,89%, e Renan Santos (Missão), com 2,24%.
Kassab afirmou que uma eventual aproximação do PSD com o governo Lula dependeria de compromissos econômicos e institucionais voltados ao centro. Entre as condições citadas estão a definição das diretrizes da política econômica, o apoio a reformas estruturais, incluindo mudanças eleitorais e no Judiciário, além da busca por equilíbrio fiscal.
O presidente do PSD também defendeu que os ministros da Fazenda e do Planejamento tenham protagonismo na condução da economia e que o governo avance na discussão das reformas mencionadas.
Ao comentar o desempenho de Flávio Bolsonaro, Kassab atribuiu parte das dificuldades do candidato à postura adotada durante a campanha. Segundo ele, declarações e demonstrações de autoconfiança excessiva poderiam ter afastado eleitores que ainda não conheciam suficientemente o candidato. O dirigente mencionou avaliações de que houve “arrogância” ou “salto-alto”, mantendo a afirmação no campo de sua própria análise sobre a campanha.




