Quedas ocorrem apesar de dados positivos sobre exportações dos Estados Unidos; mercado acompanha colheita americana e perspectivas para a safra sul-americana
Segundo reportagem publicada no portal Notícias Agrícolas, os contratos futuros de soja aprofundaram as perdas na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta segunda-feira (2), primeiro pregão de novembro. Por volta das 13h08, o vencimento novembro/26 era negociado a US$ 12,0600 por bushel, com queda de 1,33%, equivalente a 16,25 cents.
O contrato janeiro/27 recuava 1,38%, cotado a US$ 12,1725 por bushel. O março/27 perdia 1,33%, a US$ 12,2725, enquanto o maio/27 registrava baixa de 1,20%, negociado a US$ 12,3850.
Na abertura da sessão, o novembro/26 era negociado a US$ 12,2150 e o janeiro/27, a US$ 12,3250. De acordo com os dados publicados, os dois contratos perderam mais de 15 cents por bushel desde então. Na sexta-feira (30), o novembro/26 havia encerrado o pregão a US$ 12,2225, interrompendo uma sequência de quatro sessões consecutivas de perdas. Ainda assim, acumulou desvalorização de 2,73% na semana.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções de soja para exportação somaram 2.444.828 toneladas na semana encerrada em 29 de outubro. O volume representou redução de 2,28% em relação ao levantamento anterior, mas ficou 146,29% acima das 992.656 toneladas registradas no mesmo período de 2025.
No acumulado do ano comercial 2026/27, iniciado em setembro, as inspeções alcançaram 12.181.535 toneladas, alta de 56,00% em comparação com as 7.808.575 toneladas contabilizadas no mesmo intervalo do ciclo anterior. Em relatório divulgado na quinta-feira (29), o USDA também havia informado vendas líquidas de 2.576.400 toneladas da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro. A China respondeu por aproximadamente 63% desse volume, segundo os dados citados na publicação.
Apesar dos indicadores de demanda, a oferta continua no radar do mercado. O último levantamento do USDA apontou que 79% da área cultivada com soja nos Estados Unidos havia sido colhida até 25 de outubro, acima da média histórica de 77% dos últimos cinco anos. Uma nova atualização do Crop Progress, com informações da semana encerrada em 1º de novembro, era aguardada para as 18h, no horário de Brasília.
As perspectivas para a produção brasileira também aparecem entre os fatores acompanhados pelos operadores. Em entrevista publicada pelo Notícias Agrícolas, Cristiano Palavro, diretor da Pátria Agronegócio, avaliou que o avanço da colheita americana e as perspectivas para a safra brasileira contribuem para pressionar os preços. Segundo ele, a demanda interna e externa dos Estados Unidos permanece firme e pode limitar quedas mais intensas.
Chau Hue, Head de Inteligência de Mercados da Stag Securities, afirmou, em entrevista publicada pelo portal na sexta-feira (30), que o mercado revisa as expectativas sobre a produtividade americana e a demanda chinesa. O especialista também apontou a redução de posições compradas por parte de fundos, além das perspectivas de uma safra brasileira elevada e da possibilidade de novas pressões sobre os prêmios de exportação.




