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Comercialização de soja tem poucos negócios e preços ficam estáveis ou recuam

Por • Publicado em 7 de novembro de 2026 • Atualizado em 7 de novembro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Mercado brasileiro encerrou a semana com baixa movimentação; avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou contratos em Chicago

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com poucos negócios, ofertas limitadas e preços entre estáveis e mais baixos. Nos portos, as ofertas chegaram a R$ 160,00 por saca.

De acordo com Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, a sexta-feira (6) teve poucos participantes nas negociações e muitas indicações apenas nominais no mercado físico. A volatilidade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e no câmbio não provocou alterações significativas nas referências domésticas, sem que nenhum dos dois fatores exercesse influência predominante sobre os preços.

A baixa movimentação também foi registrada ao longo da semana, tanto no mercado disponível quanto para a safra nova. No mercado físico, Passo Fundo (RS) recuou de R$ 152,50 para R$ 152,00 por saca, enquanto Santa Rosa (RS) passou de R$ 153,50 para R$ 153,00. Cascavel (PR) manteve a cotação em R$ 148,00; Rondonópolis (MT), em R$ 140,00; e Dourados (MS), em R$ 138,00.

Rio Verde (GO) recuou de R$ 140,00 para R$ 139,00 por saca. Paranaguá (PR) manteve o preço em R$ 159,00, e Rio Grande (RS) teve queda de R$ 160,50 para R$ 160,00.

Na CBOT, os contratos futuros fecharam mistos na sexta-feira. As primeiras posições subiram em um movimento de ajuste técnico, enquanto as mais distantes permaneceram pressionadas pelo cenário fundamental. O avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou sazonalmente os preços durante a semana, que acumulou queda de cerca de 3%.

As atenções do mercado se voltam para o relatório de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para terça-feira (10), às 14h. Analistas consultados por agências internacionais estimam que a produção norte-americana na safra 2026/27 fique em 4,601 bilhões de bushels, ante previsão de 4,562 bilhões em outubro. Para os estoques de passagem, a expectativa é de 336 milhões de bushels, contra 315 milhões indicados no mês anterior.

No cenário mundial, o mercado projeta estoques finais de soja de 2026/27 em 125,3 milhões de toneladas, acima dos atuais 124,3 milhões. Para 2025/26, a estimativa é de alta de 124,9 milhões para 125 milhões de toneladas.

As importações chinesas de soja no ano comercial 2026/27, iniciado em 1º de outubro de 2026, podem somar 110 milhões de toneladas, abaixo dos 114 milhões registrados na temporada anterior, de acordo com informações do Gain Report, do USDA.

Redação

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