Vereador Jean Carlos havia alertado, em 15 de outubro, sobre demandas represadas para manutenção da arborização urbana; prefeitura contabilizou pelo menos 12 árvores caídas
Um temporal atingiu Anápolis no sábado (07), derrubou árvores, danificou ruas e deixou moradores sem energia elétrica. Em 15 de outubro, o vereador Jean Carlos (PL) havia cobrado da Secretaria Municipal de Obras prioridade para serviços de poda e retirada de árvores.
Segundo informações divulgadas à imprensa, Jean Carlos afirmou na tribuna da Câmara Municipal que havia demandas represadas na Secretaria Municipal de Obras e pediu a intensificação dos trabalhos preventivos antes da ocorrência de situações mais graves. O vereador integra o mesmo partido do prefeito Márcio Corrêa.
De acordo com balanço inicial divulgado pela Prefeitura, pelo menos 12 árvores caíram em menos de uma hora de tempestade. O intervalo entre a cobrança feita pelo vereador e o temporal foi de 23 dias.
A cobrança também foi relacionada a um episódio no Setor Sul. Segundo Jean Carlos, moradores haviam solicitado providências após uma árvore cair na região. O parlamentar afirmou que o local chegou a ser avaliado por uma bióloga do município.
Durante a tempestade, foram registradas quedas de árvores no Setor Central. Nas proximidades de um feirão coberto, uma árvore atingiu um banco de pedra e arrastou fios de energia elétrica. Na região Norte da cidade, diversos bairros ficaram sem energia por pelo menos três horas.
Equipes da Prefeitura, do Corpo de Bombeiros e da Equatorial atuaram no atendimento das ocorrências. A Administração Municipal informou que mobilizou equipes para retirar árvores e liberar vias após a tempestade.
Antes do temporal, o secretário municipal de Obras, Thiago de Sá, havia afirmado, em entrevista publicada pela imprensa, que Anápolis não dispõe de infraestrutura suficiente para reduzir determinados impactos das chuvas, especialmente os alagamentos. Segundo ele, uma obra de macrodrenagem estimada em R$ 30 milhões depende de recursos federais e ainda aguarda etapas de aprovação e licitação. A previsão apresentada era de que o processo licitatório ocorresse somente em fevereiro de 2027.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) haviam emitido alertas para a possibilidade de tempestades, ventos intensos e granizo na região.




