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Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro pedem extensão da votação até as 19h

Por • Publicado em 25 de outubro de 2026 • Atualizado em 25 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Imagem ilustrativa contextual gerada pelo Jornal Ponto Crítico; não documenta um evento específico. Crédito: Jornal Ponto Crítico / imagem ilustrativa

Solicitações ao TSE citam dificuldades de transporte, chuvas, alagamentos e mudanças em locais de votação; ministro Cristiano Zanin determina prorrogação em todo o país

Segundo reportagem publicada no portal CartaCapital, as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) pediram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo (25), a extensão do horário de votação até as 19h em localidades onde problemas dificultaram o acesso dos eleitores às urnas. Minutos depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin atendeu a um pedido encaminhado à Corte e determinou a prorrogação em todo o país.

Os pedidos apresentados pelas campanhas têm justificativas diferentes. A campanha de Lula apontou falhas no transporte público. A de Flávio Bolsonaro citou chuvas, alagamentos, interdições de vias, alterações em locais de votação e interrupções no fornecimento de energia.

No TSE, a campanha petista apresentou duas petições. A primeira solicitou a extensão do horário em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia. Em um segundo documento, a coligação pediu que a medida alcançasse municípios de São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro, além de outras unidades da Federação onde fossem identificados problemas semelhantes.

A campanha também solicitou que o TSE determinasse aos Tribunais Regionais Eleitorais a identificação das zonas eleitorais afetadas em todo o país e a comunicação dos casos à Corte. Segundo a coligação, a regra que garante o voto a quem estiver na fila às 17h não resolveria situações em que eleitores estivessem impedidos de chegar aos locais de votação.

A campanha de Flávio Bolsonaro pediu duas horas adicionais de votação em 17 municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Também solicitou que a divulgação dos resultados presidenciais começasse somente após o encerramento da votação nas localidades incluídas na prorrogação.

Em São Paulo, foram citados a capital, Jundiaí, Itapevi, Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Itapetininga, Botucatu, Apiaí, Ribeira e Iporanga. No Paraná, o pedido incluiu Curitiba e Guaratuba. Em Santa Catarina, foram mencionados Tijucas, Videira, Trombudo Central, Joaçaba e Águas de Chapecó.

De acordo com a campanha de Flávio, 3.745 pessoas tiveram suas seções transferidas em Curitiba e Guaratuba. Em Itapevi, outras 446 precisaram votar em uma escola diferente porque o acesso ao endereço original ficou comprometido.

A campanha petista concentrou parte das alegações em problemas no transporte coletivo. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento integral da frota de ônibus e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, por suspeita de descumprimento da decisão. Em São Paulo, a campanha afirmou que a quantidade de ônibus em circulação ficou abaixo da prevista, apesar de uma determinação judicial para a operação integral da frota.

As petições também mencionaram dificuldades no transporte intermunicipal em Alagoas e Pernambuco e problemas em João Pessoa, Teresina, no Marajó, em Roraima, no Rio de Janeiro e no Paraná.

Redação

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