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Família denuncia comentários racistas contra Marielle em grupo de WhatsApp da PUC-Rio

Por • Publicado em 31 de outubro de 2026 • Atualizado em 31 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
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Luyara Franco afirma que integrante teria usado termo racista e questionado como a vereadora pagou a faculdade; universidade abriu investigação interna

Luyara Franco, filha de Marielle Franco, denunciou nas redes sociais comentários racistas contra a vereadora assassinada em 2018. Segundo a postagem, as ofensas teriam sido feitas em um grupo de WhatsApp com integrantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde Marielle cursou sociologia.

De acordo com a publicação compartilhada com o Instituto Marielle Franco, uma pessoa teria usado o termo “macaca” e questionado como Marielle teria pagado a própria faculdade. Luyara afirmou que os comentários representam ataques à memória da mãe e cobrou respeito, apuração e um posicionamento da PUC-Rio.

Na postagem, Luyara também declarou que Marielle era uma mulher negra que ocupou a universidade e construiu sua trajetória com trabalho, inteligência e compromisso com a transformação da sociedade. Para ela, os ataques não podem ser tratados como brincadeira, opinião ou liberdade de expressão.

A PUC-Rio informou, em nota, que recebeu denúncias pela Ouvidoria e pelo Canal Externo de Denúncias. A universidade afirmou que abriu uma investigação interna para apurar o ocorrido e adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.

A instituição declarou ainda que rejeita atos discriminatórios, incluindo racismo e injúria racial. Segundo a nota, a PUC-Rio divulgou à comunidade universitária uma manifestação de repúdio e reafirmou o compromisso com a promoção de uma educação antirracista e com a preservação da memória de Marielle Franco.

Marielle foi assassinada em março de 2018, quando o carro em que estava deixou um ato no centro do Rio de Janeiro. A vereadora e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiros.

O episódio no grupo de WhatsApp ocorreu após outra ofensa contra a memória de Marielle, registrada em um ato realizado recentemente nas proximidades da PUC-Rio. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram apoiadores do então presidenciável Flávio Bolsonaro ironizando o assassinato da vereadora. Na ocasião, um manifestante afirmou, em um carro de som, que Marielle estava “com papai do céu” ou “no colo do capeta”.

Luyara Franco e Anielle Franco, irmã de Marielle, publicaram vídeos nas redes sociais em defesa da vereadora após esse episódio.

Redação

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