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CDL e OAB de Iporá repudiam listas que incentivam boicote a empresas por apoio político

Por • Publicado em 31 de outubro de 2026 • Atualizado em 31 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Entidades dizem que mensagens podem expor comerciantes e pedem que moradores não compartilhem o conteúdo; OAB recomenda guardar registros e buscar orientação jurídica

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Iporá (CDL) e a subseção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiaram listas de comerciantes e empresas apontados como apoiadores do PT que circulam em grupos de mensagens no município. As entidades afirmam que o conteúdo incentiva boicotes e pode prejudicar proprietários, trabalhadores, famílias e a renda movimentada no comércio local.

A CDL declarou solidariedade às pessoas expostas e pediu que os moradores não repassem mensagens com a identificação dos comerciantes. A entidade afirmou que as listas podem provocar isolamento econômico e afetar não apenas os proprietários dos negócios, mas também trabalhadores e suas famílias.

Em nota publicada em 28 de outubro de 2026, a OAB de Iporá também repudiou iniciativas de discriminação, perseguição ou boicote motivadas por opinião política. A entidade recomendou que as pessoas atingidas preservem registros das publicações, incluindo capturas de tela, datas e a identificação dos grupos em que o material circulou. A orientação é procurar um advogado ou o Ministério Público Eleitoral.

De acordo com a OAB, a exposição pública com a finalidade de causar prejuízo pode resultar em responsabilização civil e obrigação de indenizar danos. A entidade ressaltou, porém, que eventual repercussão criminal depende da forma e da evolução de cada conduta, cuja avaliação cabe às autoridades competentes.

A manifestação da CDL foi divulgada em 29 de outubro. As entidades defenderam a convivência entre pessoas com opiniões políticas diferentes e pediram que conteúdos desse tipo não sejam compartilhados.

Em Goiás, o Ministério Público do Trabalho informou ter recebido 15 denúncias de assédio eleitoral após a votação realizada no domingo (25). Antes do segundo turno, outras 42 denúncias haviam sido formalizadas. Segundo o órgão, a maioria absoluta dos registros está sob sigilo a pedido dos denunciantes, o que impede o detalhamento das queixas. Todas foram classificadas como assédio eleitoral.

O MPT-GO informou ainda que havia recebido duas denúncias até 15 de agosto, véspera do início da campanha, e que não registrou casos em todo o ano de 2025. Em âmbito nacional, o órgão apontou mais de 240 registros em menos de 24 horas após o fim do segundo turno. Em vídeo publicado em 27 de outubro, o procurador-geral do Trabalho, Glaucio Araújo de Oliveira, afirmou que o assédio eleitoral continuou após o encerramento da eleição.

Em Goiânia, uma lista com nomes de estabelecimentos de diferentes segmentos também circulou em grupos de mensagens e chegou a influenciadores digitais. Mayra Bittar publicou uma relação desse tipo e depois retirou o conteúdo do ar. Ela afirmou ter recebido pedidos de seguidores interessados em conhecer empresas associadas à esquerda, reconheceu um erro ao incluir uma empresa de doces e pediu desculpas. A influenciadora disse que não teve tempo suficiente para verificar todas as informações.

Outro caso envolveu a psicóloga Mara Suassuna, que divulgou vídeo afirmando ter recebido contatos de empresários interessados em contratar trabalhadores que não fossem petistas. O Conselho Regional de Psicologia da 9ª Região publicou nota de repúdio à adoção de critérios político-partidários na seleção de trabalhadores e informou que apurará a conduta, em procedimentos sob sigilo e com garantia do contraditório e da ampla defesa.

Redação

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