Foco em criação comercial de perus em Santa Catarina levou à suspensão das exportações de frango para a China; petróleo e comércio exterior também movimentaram o setor
A confirmação de um foco de doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus em Santa Catarina e a alta dos preços do petróleo marcaram a semana no agronegócio brasileiro. A doença afetou as exportações de carne de frango, enquanto o cenário do petróleo influenciou o mercado e as relações comerciais do setor.
A doença de Newcastle foi confirmada em uma unidade de avicultura comercial de corte de perus em Santa Catarina. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a enfermidade pode reduzir em até 5% a capacidade de produção de aves e suínos.
Após a confirmação, o Brasil suspendeu as exportações de carne de frango para a China. México e Chile também impuseram restrições, de acordo com as informações divulgadas sobre o episódio.
No mercado de energia, o preço do barril de petróleo atingiu o maior valor desde maio deste ano. O Brasil passou a ser o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China, ultrapassando a Arábia Saudita.
Entre os dados de comércio exterior, Mato Grosso ampliou em 35% as exportações de DDG, coproduto do milho, especialmente para a China. As exportações brasileiras para o Canadá bateram recorde no ano, com destaque para o ouro e a carne bovina.
O Ministério da Agricultura prevê a retomada das exportações de carne de aves e mel para a União Europeia. A retomada estava inicialmente programada para novembro, mas pode se estender para dezembro.
Também houve redução nos pedidos de recuperação judicial no agronegócio, que caíram mais de 20% no segundo trimestre. Produtores de Mato Grosso, porém, relataram dificuldades para financiar a safra e renegociar dívidas.




