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Formações naturais de até três metros passam a receber visitas controladas em Goiás

Por • Publicado em 24 de outubro de 2026 • Atualizado em 24 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
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Chaminés de Fada ficam em uma propriedade rural de Campos Belos; acesso exige agendamento e acompanhamento de condutores credenciados

Formações naturais conhecidas como Chaminés de Fada começaram a receber visitantes em setembro de 2026, em uma propriedade rural de Campos Belos, no Nordeste de Goiás. As estruturas, que chegam a aproximadamente três metros de altura, são acompanhadas por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) e têm visitação limitada para reduzir o risco de danos.

As Chaminés de Fada formam um conjunto de torres naturais esculpidas pela erosão. A paisagem reúne dezenas de estruturas estreitas, com pedras arredondadas no topo, e foi comparada às formações encontradas na Capadócia, na Turquia. Segundo informações divulgadas sobre o local, o conjunto chamou a atenção de pesquisadores pela quantidade, pelo tamanho e pelo estado de conservação. O grupo foi considerado pelos cientistas um registro inédito no Brasil nessa escala.

A equipe da UFG acompanha a área desde 2023, embora a descoberta tenha ganhado repercussão em 2025. A geóloga Joana Paula Sánchez, do Laboratório de Geologia e Áreas Turísticas da universidade, coordena os trabalhos técnicos realizados em parceria com os proprietários da área.

A formação das torres é explicada pelo processo conhecido como erosão diferencial. Em Campos Belos, um antigo curso d’água desgastou de forma progressiva os sedimentos mais frágeis. Blocos de rocha mais resistentes permaneceram sobre determinadas partes do terreno e protegeram o material abaixo. Com a remoção dos sedimentos ao redor, surgiram as colunas estreitas que sustentam pedras maiores no topo.

Formações semelhantes são encontradas na Capadócia, nos Alpes franceses e em regiões dos Estados Unidos. As características geológicas e a história de formação, no entanto, podem variar entre os locais.

Em janeiro de 2026, pesquisadores realizaram um levantamento com apoio da Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foram utilizados equipamentos para produzir imagens aéreas e mapear o conjunto. Depois do trabalho, foram definidas áreas destinadas à visitação e setores que permaneceriam protegidos do acesso turístico.

De acordo com a UFG, a capacidade máxima prevista é de 50 pessoas por dia. A visita exige agendamento antecipado e acompanhamento obrigatório de condutores credenciados. A trilha tem aproximadamente três quilômetros, dificuldade moderada e duração estimada de duas horas.

O ingresso custa a partir de R$ 70 por pessoa. O serviço de condutor custa R$ 200 por grupo de até seis visitantes e é cobrado separadamente. Durante o passeio, os visitantes devem permanecer no percurso autorizado. É proibido subir nas formações, retirar pedras ou realizar atividades que possam danificar as estruturas. Também não é permitida a circulação simultânea de diferentes grupos na área considerada mais sensível.

O projeto incluiu a capacitação de condutores locais e conversas com moradores sobre oportunidades econômicas relacionadas ao turismo. O controle de circulação busca preservar estruturas consideradas frágeis e conciliar a proteção da área com a criação de uma nova atividade econômica para Campos Belos e comunidades próximas.

Redação

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