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Juros futuros recuam em toda a curva com cenário externo e pesquisas eleitorais

Por • Publicado em 21 de outubro de 2026 • Atualizado em 21 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Canal Rural

Contratos de DI para 2028, 2029 e 2031 registraram quedas; mercado também acompanhou petróleo e Treasuries

Os juros futuros fecharam em queda firme nesta terça-feira (20), com recuo superior a 20 pontos-base nos vencimentos médios e longos. O movimento foi associado à melhora do ambiente externo e à repercussão de pesquisas eleitorais sobre a disputa de 2026.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 caiu de 12,886% para 12,800%. O DI para janeiro de 2029 recuou de 12,709% para 12,580%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 passou de 12,789% para 12,650%.

De acordo com informações divulgadas à imprensa, agentes de mercado relacionaram o movimento à divulgação de enquetes e trackings privados entre segunda-feira (19) e terça-feira (20). As pesquisas teriam reforçado a percepção de vantagem de Flávio Bolsonaro em uma disputa de segundo turno prevista para o próximo domingo (25). Na avaliação atribuída ao mercado, uma possível alternância de poder em 2027 reduziria a percepção de risco associada à política fiscal.

A pesquisa Real Time Big Data apontou Flávio Bolsonaro com 52% das intenções de voto, contra 48% de Lula, em quadro descrito como empate técnico. Na Alfa Inteligência, Flávio apareceu com 48,8% dos votos totais, ante 45,9% de Lula, também em empate técnico.

O cenário internacional contribuiu para a queda das taxas. Sérgio Samuel dos Santos, economista do Sistema Ailos, afirmou que relatos sobre uma possível retomada de negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã impulsionaram as bolsas globais e afastaram o petróleo das máximas registradas no dia.

O barril do Brent para dezembro chegou a US$ 112 pela manhã, mas encerrou o pregão em queda de 0,69%, a US$ 108,79. A mudança ocorreu após relatos da mídia israelense sobre uma proposta mediada por Paquistão e Catar, com aval de Washington e concordância preliminar de Teerã.

Segundo Vitor Kayo, economista da Nomad, os rendimentos dos Treasuries recuaram após dados mais fracos do mercado imobiliário dos Estados Unidos e a redução das apostas em uma nova alta de juros pelo Federal Reserve. A combinação dos fatores eleitorais domésticos e do alívio externo sustentou a queda das taxas dos contratos de DI em diferentes vencimentos.

Redação

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